Lorenzo Musetti — Atual integrante do top 10 mundial, o italiano reconheceu recentemente que seu elegante backhand de uma mão pode virar peça de museu em um circuito cada vez mais veloz.
- Em resumo: Musetti acredita que será “um dos últimos” top 10 a sustentar a esquerda a uma mão na elite.
Golpe clássico sob ameaça
Em entrevista repercutida na imprensa europeia, o tenista de 22 anos refletiu sobre como a evolução da potência nos golpes empurrou a técnica clássica para a margem. Para ele, manter o movimento não é apenas questão de estilo, mas de identidade — algo que ele cultiva desde os quatro anos de idade. Dados da ESPN apontam que menos de 10% dos jogadores entre os cem primeiros utilizam o backhand de uma mão atualmente.
Mesmo assim, o italiano vê alguma vantagem na terra batida, onde o slice pode quebrar o ritmo dos adversários e abrir ângulos improváveis.
“Comecei a jogar ténis com quatro anos e já batia a esquerda a uma mão. Acho que vou ser um dos últimos com esquerda a uma mão com um ranking tão bom”, confessou.
Desafios na era da velocidade
Musetti admite que trocar potência por versatilidade cobra um preço alto. A bola viaja mais depressa e exige preparação perfeita; qualquer atraso na execução costuma ser punido. Para muitos treinadores, isso transformou o backhand simples em uma aposta arriscada para quem almeja títulos grandes.
Apesar da pressão para migrar ao golpe de duas mãos, ele promete resistir. A convicção do italiano lembra a de lendas passadas que fizeram história com o mesmo fundamento, reforçando o valor cultural do estilo em meio à padronização técnica.
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