Fórmula 1 — Em meio ao debate sobre o regulamento de 2026, Juan Pablo Montoya rechaçou a campanha pelo retorno dos antigos motores V8 e acusou a nostalgia de distorcer a realidade das corridas daquela época.
- Em resumo: Para o ex-piloto, a atual gestão de energia cria duelos mais ricos do que o “alvo fácil” do DRS na era V8.
Nostalgia sob fogo cruzado
A fala de Montoya contrasta com o apoio público de dirigentes como Toto Wolff e Laurent Mekies à proposta endossada pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. Enquanto os defensores veem nos V8 um caminho para baratear e simplificar, o colombiano sustenta que a Fórmula 1 evoluiu justamente graças aos motores híbridos.
Ele argumenta que o gerenciamento de bateria adiciona camadas táticas: o piloto pode poupar energia em pontos-chave e contra-atacar na reta seguinte, algo que não existia nos anos dominados pelo DRS. O raciocínio encontra eco em especialistas citados pela análise da ESPN sobre tendências técnicas, que apontam a eletrificação como pilar de competitividade.
“Se você percebe que o piloto vai te ultrapassar, pode entrar mais cedo no modo de recarga e guardar um pouco mais de energia para a próxima reta e continuar brigando”.
DRS “alvo fácil” e corridas “chatas”
Montoya relembrou que, na fase V8, bastava o rival entrar a um segundo na zona de detecção para a ultrapassagem ser inevitável. “Diziam: ‘Que ultrapassagem incrível!’, mas ele não fazia nada”, ironizou no podcast BBC Chequered Flag.
Ele também contestou o mito de que a categoria era mais competitiva: “Basta assistir a uma corrida. Era muito chato, até para nós. Às vezes parecia uma curta sessão de testes”, disparou, reforçando que o espetáculo atual ainda está em amadurecimento e tende a ficar melhor conforme as equipes dominem o novo pacote aerodinâmico previsto para 2026.
O que você acha? A Fórmula 1 deveria preservar os híbridos ou resgatar o ronco dos V8? Para acompanhar mais debates de alto nível, acesse nossa cobertura completa.

