João Fonseca — Recém-eliminado no torneio de Roma, o carioca de 17 anos surpreendeu ao pedir moderação à barulhenta torcida brasileira que costuma levá-lo à quadra em clima de Taça Davis.
- Em resumo: Fonseca diz que gritos fora de hora não só irritam rivais, mas também quebram seu ritmo.
Barulho que vira obstáculo
Desde suas primeiras aparições no circuito, Fonseca conta com arquibancadas cheias de bandeiras verde-amarelas. Mas o cenário festivo ganhou tons de polêmica após a derrota para Hamad Medjedovic em Roma, quando o sérvio reclamou de interrupções provocadas pelos fãs. O próprio brasileiro admitiu que a energia, se mal dosada, pode sair pela culatra, como já alertam especialistas do tênis em análises da ESPN.
Ao reconhecer que o ambiente turbulento interfere na concentração, o jovem coloca foco na evolução mental — um dos maiores desafios para quem sobe rapidamente no ranking.
“Houve demasiadas paragens… Não prejudicam apenas o meu adversário, também me prejudicam a mim. Às vezes pensam que é um jogo de futebol. Adoro que me apoiem, mas tem de haver um limite”, disparou o carioca.
Aprendizado em ritmo acelerado
Fonseca classificou a queda diante de Medjedovic como “oportunidade para continuar a aprender e evoluir”. A autocrítica, incomum em atletas tão jovens, reforça a imagem de maturidade que o brasileiro cultiva desde a transição juniores-profissional.
Historicamente, o tênis nacional já viveu rusgas entre jogadores e torcedores em competições por equipes, mas casos ocorrendo em torneios regulares do circuito são raros. O episódio em Roma, portanto, chama atenção e pode servir de referência para futuros eventos na América do Sul, onde o fervor das arquibancadas é tradição.
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