GRÊMIO — Em entrevista logo após a derrota por 2 a 1 para o Mirassol no estádio Maião, o técnico Luís Castro reconheceu que o Tricolor “competiu menos” e apontou a falta de intensidade como principal razão para o revés.
- Em resumo: treinador admite que o Mirassol foi mais competitivo e expõe preocupação interna.
- Foco declarado passa a ser o Brasileirão, apesar da agenda tripla do segundo semestre.
Mirassol decide o jogo ainda no primeiro tempo
Bruno Santos e Edson Carioca balançaram as redes antes do intervalo, construindo a vantagem que o Grêmio não conseguiu reverter. Mesmo com o gol de Carlos Vinicius já na etapa final, a reação gaúcha parou por aí. A atuação sem vibração incomodou comissão técnica e diretoria, que enxergam a necessidade imediata de resposta no Campeonato Brasileiro — prioridade máxima para o clube, segundo a entidade que organiza a competição.
Além dos três pontos desperdiçados, preocupa o fato de o time ter demonstrado pouca agressividade ofensiva e dificuldades na recomposição, fatores já observados em rodadas anteriores.
“Sim, Mirassol competiu mais que nós. No primeiro tempo, fomos uma equipe que ficamos aquém daquele que é a competitividade de um jogo e do que devemos fazer. São contextos diferentes e neste jogo deveríamos ter ainda mais responsabilidade para competir mais.”
A declaração de Luís Castro escancara a insatisfação com a postura dos atletas, mas também funciona como autocrítica da comissão técnica, pressionada a ajustar o sistema defensivo e recuperar a confiança do elenco.
Brasileirão vira obsessão no semestre cheio
Mesmo inscrito também na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, o Grêmio assume que o Campeonato Brasileiro é o projeto-guia para 2026. A convicção foi reforçada publicamente pelo treinador, que ganhou voto de confiança da diretoria apesar das críticas vindas das arquibancadas.
“Eu, enquanto treinador, acredito que o objetivo fundamental é o Brasileirão. É nele que reside o nosso grande foco. É ali que nós jogamos muito do que é o futuro e o presente do Grêmio. A Copa do Brasil é outra grande competição e prestigiada do Brasil, e que nós queremos muito seguir em frente.”
Internamente, a avaliação é que uma campanha sólida na Série A dará tempo para o elenco se estabilizar e permitir rotações controladas nos mata-matas. Já a participação na Sul-Americana dependerá do desempenho imediato nas competições consideradas prioritárias.
Análise: pressão crescente sobre Luís Castro
Os resultados irregulares e a evidente queda de competitividade ampliam o debate sobre a permanência do técnico. A diretoria, por ora, mantém o discurso de continuidade, mas o histórico recente de demissões no clube mostra que a margem de erro é curta. Derrotas como a sofrida em Mirassol podem acelerar um eventual movimento de ruptura, sobretudo se a equipe não reagir nas próximas rodadas do Brasileirão.
O que você acha? O voto de confiança ao treinador é acertado ou o Grêmio deveria buscar outro caminho? Para acompanhar mais análises e notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


