Inglaterra — A eliminação por 2 a 1 para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo de 2026, exibida no Brasil pela Band, gerou protestos de torcedores e até de celebridades; entre elas, o vocalista do Oasis, Liam Gallagher, que transformou as redes em palco para um duro veredicto sobre o futebol inglês.
- Em resumo: Gallagher apontou falta de “malandragem” e cobrou revolução na postura de jogadores e comissões técnicas.
- Ao mesmo tempo, elogiou a reação argentina que garantiu vaga na decisão contra a Espanha.
Crítica direta ao estilo de jogo inglês
A irritação do músico começou logo após o apito final no Estádio Lusail. Para ele, a equipe comandada por Thomas Tuchel repetiu erros vistos ao longo do ciclo, presos a um modelo excessivamente tático e, nas palavras do artista, avesso à inventividade que sempre abasteceu o futebol britânico. A avaliação endossa críticas internas e se soma ao coro de quem exige mudanças estruturais na Federação Inglesa. Segundo relatório da FIFA sobre o torneio, a posse de bola inglesa caiu 12% em relação à última edição — sintoma que alimenta a discussão levantada por Gallagher.
Diante desse cenário, as declarações ganharam tração enquanto a hashtag “FreeTheLads” chegava ao topo dos trending topics no Reino Unido. Especialistas apontam que a manifestação mobilizou sobretudo a geração que cresceu embalando os estádios com “Wonderwall”, combustível emocional de uma torcida que sonhava quebrar um jejum que dura desde 1966.
“A Inglaterra não vai ganhar uma Copa do Mundo até que a gente crie malandragem, e isso vale para os técnicos. Tudo ficou técnico demais, deixem a molecada jogar solta”.
O recado, disparado no perfil do cantor na rede social X, viralizou em minutos e escancarou a frustração com a era Tuchel. Ex-jogadores como Paul Gascoigne compartilharam o post, ampliando o debate sobre a ausência de improviso no atual elenco.
Louvor à Argentina e repercussão global
Se sobrou para sua seleção, faltou mesura ao comentar o rival. Gallagher reconheceu o poder de reação da equipe de Lionel Scaloni, que virou o placar com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez. Nas arquibancadas, o choque entre decepção e euforia criou imagens icônicas: de um lado, ingleses em silêncio; do outro, argentinos entoando “Muchachos” rumo à final contra a Espanha.
“Ganhar a Copa do Mundo não é um direito divino de ninguém. O melhor time venceu. Avante e para os lados”.
![]()
A frase ecoou na imprensa sul-americana e foi manchete em Buenos Aires. Para analistas da TNT Sports, o endosso de uma voz pop britânica reforçou a aura de favorito que acompanha a Albiceleste desde a fase de grupos.
Análise: cultura de jogo em xeque
As falas de Liam Gallagher evidenciam uma encruzilhada histórica. Há anos, treinadores estrangeiros dominam a Premier League e impõem padrões que, embora vencedores no clube, parecem engessar a seleção. O contraste com a espontaneidade argentina — símbolo de “la nuestra”, filosofia que celebra o drible e o improviso — escancarou a ausência de identidade que o rockeiro lamenta.
Na prática, as mudanças pedidas pelo cantor dialogam com uma pressão política crescente na FA por investimento nas categorias de base, hoje criticadas pelo excesso de treinadores estrangeiros. A discussão deve se intensificar até o próximo ciclo, principalmente se Tuchel permanecer no cargo.
O que você acha? A Inglaterra precisa reinventar sua identidade para voltar ao topo? Para acompanhar mais repercussões da Copa, acesse nossa cobertura completa.


