PALMEIRAS — Em meio à preparação para as próximas rodadas do Brasileirão e para o mata-mata continental, o técnico Abel Ferreira reiterou que erguer a taça da Libertadores novamente é a prioridade que move cada decisão dentro do clube paulista.
- Em resumo: Abel vê a volta ao topo da América como “maior sonho” da carreira.
- Treinador já soma 11 títulos e lidera ranking histórico de conquistas do Verdão.
Sonho continental move a temporada alviverde
Nem o status de maior campeão da história palmeirense basta para arrefecer a ambição de Abel. Ao ser homenageado pela diretoria pelos 11 troféus acumulados no comando, o português fez questão de mirar ainda mais alto, deixando claro que 2026 só será perfeito se terminar com festa em campo neutro e a taça mais cobiçada da América do Sul no ônibus do clube.
O treinador relembrou a edição passada, perdida por detalhes, e admitiu que usa a frustração como combustível. Para o torcedor, a mensagem soa como garantia de empenho máximo, enquanto internamente o discurso serve de alerta aos atletas: a régua de exigência subiu. O histórico da competição continental prova que repetir glórias não é simples, mas Abel abraça justamente essa dificuldade como motivação diária.
“Meu maior sonho é voltar a ganhar a Libertadores. Ano passado bateu na trave e sabemos o porquê”.
A fala escancara a obsessão. Ao mesmo tempo em que recorda a derrota recente, Abel transforma o revés em meta coletiva: corrigir falhas, manter competitividade e devolver ao palmeirense a sensação de superioridade no território sul-americano.
Carga de responsabilidade e confiança interna
No centro de treinamento, o ambiente é descrito pelo próprio técnico como de cobrança constante. O treinador insiste que entender o tamanho do Palmeiras envolve aceitar pressões inerentes a 17 milhões de torcedores e à diretoria que investe para manter o time entre os protagonistas. Nada disso, porém, parece intimidá-lo. Pelo contrário: Abel enxerga vantagem em trabalhar onde a meta mínima é título.
“Sei quanto a presidente confia, quanto os torcedores esperam. Quanto mais altos são os nossos objetivos, mais dedicação temos que ter. Então, estou disposto a pagar esse preço para ver nossos jogadores e torcedores felizes”.
O compromisso evidenciado pelo técnico ressoa no vestiário. A postura, descrita por dirigentes como “linha-dura porém justa”, sustenta a competitividade que levou o clube a erguer 11 taças sob o seu comando. Agora, com duelo diante do Coritiba pela 19ª rodada do Brasileirão às 19h30 e com o confronto contra o Cerro Porteño em 12 de agosto pelas oitavas da Libertadores, cada atividade no gramado da Academia aparenta ter foco único: chegar vivo em todas as frentes até dezembro.
O que você acha? O Verdão volta a levantar a Libertadores sob o comando de Abel ou a obsessão pode virar pressão extra? Para acompanhar mais análises e notícias da competição, acesse nossa cobertura completa.


