Bahia — De volta à rotina de jogos, o Esquadrão encara a Chapecoense na reabertura do Brasileirão e aposta no fator psicológico para impulsionar o segundo semestre.
- Em resumo: David Duarte vê a pausa como combustível para recuperar a confiança do elenco.
- Intertemporada trouxe amistosos que reforçaram ritmo e entrosamento da equipe.
Intertemporada foca no lado emocional
O zagueiro David Duarte admitiu que, antes da parada, o Bahia sofria menos por questões táticas e mais pela falta de autoconfiança de parte do grupo. A pausa entre as rodadas serviu para trabalhar justamente esse ponto, algo que, na visão do defensor, pode ser o diferencial já no reencontro com a torcida. Em meio a seguidas oscilações, a comissão técnica de Rogério Ceni explorou sessões específicas de recuperação mental e treinos com intensidade controlada, prática que segue tendência vista em clubes monitorados pela Confederação Brasileira de Futebol.
Na entrevista coletiva, o jogador enfatizou que empenho nunca faltou, mas reconhecer o abalo emocional era crucial para virar a chave do grupo tricolor.
“Entrega, raça e competitividade não faltaram em nenhum momento. Talvez um pouco de confiança de alguns atletas. Tivemos esse tempo de pausa para treinar e colocar a cabeça no lugar para voltar amanhã com o apoio da nossa torcida, como foi o último jogo, e voltar a triunfar.”
A fala evidencia como o corpo técnico converteu a paralisação em espaço para resgatar a segurança interna, fator que pode determinar a regularidade do Bahia na luta pela parte de cima da tabela.
Concorrência aumenta na defesa tricolor
A segunda metade da temporada reserva um cenário de disputa acirrada por vagas. A chegada de Marco Moreno amplia as opções de Rogério Ceni, ao mesmo tempo em que força titulares a manterem rendimento elevado. David Duarte, ciente da nova concorrência, assegura estar pronto para atuar em qualquer posição da linha defensiva.
“Foram dois treinamentos diferentes: um em casa, onde vencemos o jogo, e o jogo contra o Fluminense, mais próximo do que enfrentamos aqui no Brasil, acredito que foi um bom teste. Tirando o lado da falha do juiz, onde poderíamos ter terminado a partida com outro placar, mas foi muito bom para os jogadores se entrosarem novamente, para também estrear alguns jogadores, e vamos amanhã colocar tudo em prática.”
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O detalhamento dos amistosos contra Montevideo City Torque e Fluminense revela que o staff utilizou cenários distintos para avaliar o comportamento tático do plantel. Mesmo com questionamentos sobre arbitragem, a comissão garante que os testes fortaleceram a sintonia entre setores.
Análise: da teoria ao placar
O discurso de confiança renovada ainda precisa se traduzir em resultados concretos. A Chapecoense, adversária da retomada, também utilizou o hiato para corrigir falhas, o que torna o confronto um termômetro fiel do trabalho tricolor. Caso a evolução mental citada por David Duarte não se reflita no placar, o Bahia corre o risco de reviver o ciclo de instabilidade que marcou as rodadas anteriores.
A pressão externa também aumenta: torcida, diretoria e parceiros comerciais aguardam um desempenho que justifique o investimento feito no elenco. A partir de agora, cada ponto perdido pode pesar duplamente na disputa por vaga em competições continentais.
O que você acha? A pausa será suficiente para o Bahia engrenar no Brasileirão? Para acompanhar mais análises e bastidores da Série A, acesse nossa cobertura completa.


