Seleção Brasileira — Durante a edição mais recente do “Os Donos da Bola”, exibido pela Band, o ex-jogador Neto disparou críticas pesadas ao desempenho do Brasil na Copa do Mundo e colocou Neymar em xeque ao compará-lo com Lionel Messi.
- Em resumo: Neto questiona o compromisso dos brasileiros e exalta a postura aguerrida da Argentina finalista.
- Para o comentarista, Neymar deixou de alcançar o nível de Messi por escolhas fora de campo.
Dedicação argentina vira parâmetro
Ao analisar a classificação da Argentina para a decisão do Mundial, Neto destacou que a entrega dos hermanos deveria servir de espelho para o elenco verde-e-amarelo. Segundo o apresentador, enquanto os comandados de Lionel Scaloni “mordem a bola”, os atletas brasileiros estariam acomodados, o que explicaria a queda precoce no torneio organizado pela FIFA.
O ex-meia reconheceu que questões extracampo, como denúncias de racismo envolvendo torcedores rivais, existem, mas reforçou que dentro das quatro linhas o comportamento argentino foi irrepreensível.
“Vocês são a vergonha daquilo que a Argentina fez. Eu não quero discutir aqui aquilo que acontece em relação ao racismo, porque eles são muito racistas. O que eu quero dizer é que quando os caras jogam bola, eles mordem a bola, eles vão para dentro”.
A fala evidencia o abismo de competitividade percebido pelo comentarista entre as duas seleções, ressaltando que entrega e foco são, para ele, ingredientes ainda ausentes no elenco brasileiro.
Alvos das críticas: Neymar e companhia
Neto centrou fogo especialmente em Neymar. Para o apresentador, o camisa 10 tinha talento suficiente para dividir o protagonismo mundial com Messi ou Harry Kane, mas preferiu priorizar hobbies e aparições públicas em detrimento da preparação física e tática.
“O Neymar era para estar junto com o Messi. O Neymar era para estar junto com o Harry Kane, mas ele quis não, uma escolha dele. Um cara que joga pôquer, é só ver o cara que falou aí que ele é profissional. Quantas noites em claro? O Messi disse ontem que ele ficou um ano se preparando para uma Copa do Mundo”.
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Na sequência, o comentarista ampliou o raio de críticas a nomes como Vinícius Júnior, Alisson e Raphinha, questionando atuação em momentos decisivos e cobrando mais liderança dentro de campo.
Análise: cultura de preparação em xeque
As declarações de Neto não se limitam a uma simples bronca. Elas escancaram uma discussão recorrente sobre planejamento a longo prazo na base da Seleção e na elite europeia. Ao apontar Messi como exemplo de foco anual para o Mundial, o ex-jogador reforça a ideia de que conquistas passam por rotina disciplinada, monitoramento físico rígido e calendário pensado.
Quando nomes de destaque, como Neymar, são questionados por escolhas fora do gramado, o debate extrapola o talento individual: coloca em pauta a cultura de alto rendimento que a CBF e os clubes brasileiros precisam fomentar se quiserem voltar ao topo.
O que você acha? A Seleção carece de comprometimento ou as críticas foram exageradas? Para acompanhar mais análises sobre o time canarinho, acesse nossa cobertura completa.


