Inglaterra — Em Atlanta, a seleção inglesa viu a vaga na final da Copa do Mundo escapar nos minutos derradeiros contra a Argentina; depois de abrir o placar, recuou, sofreu a virada por 2 a 1 e transformou o técnico Thomas Tuchel no grande alvo de críticas.
- Em resumo: Tuchel mexeu no time logo após o gol e reconheceu que a equipe ficou “passiva”.
- A derrota leva a Inglaterra ao jogo do terceiro lugar contra a França.
Virada argentina expõe recuo inglês
O roteiro parecia controlado quando Gordon marcou no início do segundo tempo, mas a pressão albiceleste aumentou e culminou nos gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez. O triunfo garantiu a Argentina na decisão contra a Espanha, conforme atualização publicada no portal oficial da Fifa.
Nas arquibancadas e nas redes, torcedores britânicos questionaram a perda de intensidade da equipe imediatamente após o 1 a 0. Para Tuchel, o problema foi menos estrutural e mais comportamental, ainda que suas próprias escolhas tenham influenciado o cenário.
“Estamos desapontados. Estivemos tão perto, mas ficamos muito passivos depois do gol. Sofremos muitos cruzamentos, chances e chutes. Estivemos perto, mas não conseguimos manter o nível depois de marcar”.
A declaração ressalta o diagnóstico do treinador: a seleção abandonou a iniciativa ofensiva e concedeu à Argentina espaço para dominar as ações num momento crítico da partida.
Estratégia com cinco defensores divide opiniões
Logo após a vantagem inglesa, Tuchel sacou um atacante e promoveu a entrada do zagueiro Konsa, formando linha de cinco. A justificativa foi ganhar altura na área e conter o volume de cruzamentos adversários. O efeito, porém, foi a perda de saída de bola e maior pressão sobre o goleiro Pickford.
“Decidimos jogar com cinco defensores porque os espaços estavam muito grandes e eles estavam cruzando muito, então queríamos ser fortes no jogo aéreo. Logo após o gol do Gordon, sem substituições, sofremos muitos cruzamentos. Tentamos ajudar os jogadores, mas a responsabilidade é do treinador”.
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Apesar de admitir a responsabilidade, o alemão disse não se arrepender das alterações, avaliando que a atuação, até o momento do empate, havia sido “uma das melhores” da trajetória inglesa no torneio.
Análise: o dilema entre proteger e propor
A postura de Tuchel reacende uma discussão frequente em mata-matas: segurar o placar ou manter a proposta ofensiva? Estatísticas recentes mostram que seleções que recuam cedo costumam sofrer volume maior de finalizações e, consequentemente, de gols. Ao reforçar a defesa, o técnico enviou um recado psicológico de contenção que a Argentina interpretou como brecha para assumir o controle.
Além da abordagem tática, pesa o impacto emocional. A troca ofensivo-defensiva imediatamente após marcar sinaliza cautela extrema, passível de afetar a confiança dos jogadores. A virada, portanto, não decorre apenas de questões de posicionamento, mas de um estado mental que permitiu ao rival impor ritmo e intensidade até o último apito.
O que você acha? Tuchel deveria ter mantido a formação original e buscado ampliar a vantagem inglesa? Para acompanhar a reta final do Mundial, acesse nossa cobertura completa.


