CBF — Em reunião na sede da entidade, no Rio de Janeiro, a diretoria definiu novas metas para a Seleção Brasileira masculina de Carlo Ancelotti, determinada a virar a página após a pior campanha em Copas do Mundo desde 1990.
- Em resumo: objetivo é conquistar a Copa América de 2028 e terminar as Eliminatórias para 2030 na liderança.
- Painel também detalhou o planejamento da equipe feminina para o Mundial de 2027 no Brasil.
Pior campanha acende alerta na entidade
O diretor de futebol Rodrigo Caetano apresentou o balanço dos 13 meses de preparação até a Copa do Mundo vencida recentemente, período considerado insuficiente pela cúpula verde-amarela. O 11º lugar obtido pela Seleção, pior resultado desde 1990, fez o presidente Samir Xaud cobrar “mudanças imediatas” e fixar prazos agressivos para retomar o protagonismo continental e global.
De acordo com a CBF, a conquista da próxima Copa América virou “ponto de honra”. Além disso, a ordem é finalizar as Eliminatórias em primeiro lugar, repetindo feitos de ciclos anteriores e garantindo moral para o Mundial de 2030. A Confederação reiterou que Carlo Ancelotti segue respaldado, mesmo ausente no encontro porque passa férias no Canadá. A presença física do treinador, porém, foi considerada dispensável, já que o cronograma havia sido discutido com antecedência.
“Claro que esperávamos um resultado mais positivo (na Copa do Mundo Masculina), mas é importante mostrar tudo o que está acontecendo: o trabalho que vem sendo realizado na base, com integração entre as categorias, tanto no masculino como no feminino. Então o trabalho não para, é contínuo. Viramos uma página e agora voltamos o foco para o Mundial Feminino, além do ciclo para 2030”, afirmou Samir Xaud.
A fala evidencia o esforço da entidade em oferecer uma mensagem de continuidade, mesmo sob pressão. Para Xaud, abrir os bastidores do planejamento é essencial para recuperar confiança interna e externa após o revés.
Planejamento até 2030 inclui Seleção Feminina
Arthur Elias, treinador da equipe feminina, expôs um itinerário que prevê quatro janelas de Data Fifa entre outubro de 2026 e abril de 2027, todas recheadas de amistosos contra adversários de diferentes continentes. Um duelo contra o Japão, já no fim deste ano, foi confirmado. A prioridade, segundo o departamento de futebol, é chegar ao primeiro Mundial disputado em solo brasileiro com elenco afinado tática e psicologicamente.
Durante a reunião, dirigentes também detalharam avanços em calendário, Fair Play Financeiro, arbitragem e categorias de base. A intenção é alinhar os projetos masculinos e femininos, fomentando identidade de jogo do sub-15 ao profissional. Para conhecer as diretrizes oficiais da Conmebol sobre a Copa América, consulte o site da entidade sul-americana.
Análise: metas ousadas ou passo maior que a perna?
A estratégia de retomar o discurso de hegemonia pode fortalecer o grupo de Ancelotti, mas também eleva a pressão sobre jogadores em início de ciclo. A Copa América de 2028 vira, na prática, um “obrigação” pública, enquanto a liderança nas Eliminatórias exige regularidade que a equipe não alcançou no último processo. O peso político dessas metas recai diretamente sobre a gestão Samir Xaud, que tenta se consolidar após assumir em clima de cobrança pelos maus resultados recentes.
No cenário feminino, a expectativa de título em casa alimenta investimentos, mas o cronograma apertado entre janelas internacionais e competições de clubes impõe desafios logísticos. O sucesso ou fracasso dessas metas terá reflexo direto na imagem da CBF perante torcedores e patrocinadores.
O que você acha? As novas metas da CBF representam ambição saudável ou criam pressão exagerada sobre Ancelotti e sua comissão? Para acompanhar mais análises sobre a Seleção, acesse nossa cobertura completa.


