Alerta de ex-Ferrari: ciclo negativo ameaça projeto 2026

Ferrari — A escuderia deixou o GP de Miami sob intensa pressão depois de apresentar o maior pacote de atualizações do grid e, ainda assim, ficar fora do pódio.

  • Em resumo: Rob Smedley teme que a falta de correlação entre túnel de vento e pista coloque o SF-26 em um “ciclo negativo”.

Pacote de 11 peças não rende o esperado

Após cinco semanas de pausa, a Ferrari desembarcou nos Estados Unidos com 11 novas partes aerodinâmicas, mas não colheu ganho de desempenho visível. Lewis Hamilton cruzou em sexto, e Charles Leclerc, oitavo, ainda recebeu 20 segundos de punição pelos limites de pista. A decepção aumentou quando se constatou que o monegasco chegou a liderar a prova na primeira volta, antes de perder ritmo e rodar na última.

Para analistas especializados em Fórmula 1, o contraste entre investimento e resultado amplia a cobrança interna por respostas imediatas.

“É um pouco destruidor para o moral, porque isso cria um ciclo negativo do ponto de vista técnico”, afirmou Smedley no High Performance Racing Podcast.

Risco de desperdício no túnel de vento

Melhores apps para assistir futebol ao vivo

Smedley explicou que, quando os números de simulação não batem com o comportamento em pista, a equipe entra em um processo de engenharia reversa que trava o cronograma de desenvolvimento. O problema é agravado pelo limite regulamentar de horas de túnel de vento e CFD imposto pela FIA, deixando menos margem para correções.

Leclerc endossou a preocupação ao relatar degradação excessiva dos pneus, enquanto Hamilton teve a corrida comprometida logo no início após toque com Franco Colapinto e terminou mais de 50 segundos atrás do vencedor Kimi Antonelli. O cenário reforça a sensação de urgência em Maranello: se a origem da perda de performance não for encontrada rapidamente, próximas evoluções podem chegar tarde demais.

O que você acha? A Ferrari conseguirá quebrar esse “ciclo negativo” antes que a temporada avance? Para acompanhar mais, acesse nossa cobertura completa.


Marcelo Freire trabalha com conteúdo digital há mais de uma década e lidera a equipe editorial da Tribuna Futebol. Ao longo da carreira, participou da criação e desenvolvimento de projetos online voltados à informação e entretenimento. No dia a dia, acompanha de perto tudo o que é publicado, revisando conteúdos e orientando a equipe para manter um padrão claro, confiável e alinhado com o que o leitor realmente busca quando procura informações sobre futebol.