Vasco — O clube carioca abriu conversas com o Nottingham Forest para repatriar o zagueiro Jair Cunha, ex-Botafogo, em operação que prevê empréstimo com opção de compra.
- Em resumo: diretoria vascaína já dialoga com os ingleses, mas ainda não formalizou proposta.
- Contrato do defensor na Europa vai até junho de 2030 e inclui 10% de direitos econômicos mantidos pelo Botafogo.
Negociação em estágio inicial
A informação, publicada pelo portal Atenção, Vascaínos!, aponta que o Vasco pretende aproveitar o pouco espaço de Jair Cunha no Nottingham Forest — são apenas 15 partidas e nenhum gol desde sua chegada em meados da temporada passada — para viabilizar um acordo que comece como empréstimo e inclua cláusula de compra definitiva. O modelo é visto como financeiramente menos arriscado, pois dilui o investimento inicial e depende do desempenho do atleta em São Januário.
Internamente, a avaliação é de que o defensor de 23 anos preenche lacuna no elenco para a disputa do Campeonato Brasileiro, competição que exige elenco numeroso e experiente em jogos de alta pressão.
Valores envolvidos e efeito dominó
Quando negociou o zagueiro com o Nottingham Forest logo após o Mundial de Clubes de 2025, o Botafogo embolsou 12 milhões de euros — à época, cerca de R$ 78,5 milhões — e reteve 10% dos direitos econômicos. Caso o Vasco ou qualquer outro clube adquira Jair no futuro, o Alvinegro receberá parte do valor, o que torna o futuro do atleta diretamente ligado às finanças de General Severiano.
Apesar da sondagem cruzmaltina, ainda não existe papel timbrado na mesa dos ingleses. O Nottingham, por sua vez, não descarta liberar o defensor, principalmente se houver compensação financeira que garanta reposição no elenco. Cunha tem vínculo até junho de 2030, condição que dá margem de manobra ao Forest para negociar sem pressa.
Análise: risco calculado e oportunidade estratégica
Para o Vasco, apostar em Jair significa assumir um risco moderado: o clube reforça um setor carente sem desembolsar grande montante de imediato e ainda ganha prioridade de compra caso o atleta se adapte. Já para o Nottingham Forest, liberar o brasileiro por empréstimo reduz a folha salarial e coloca o jogador em vitrine relevante, potencializando eventual valorização.
O Botafogo observa à distância. Qualquer transferência futura impactará diretamente suas receitas graças à fatia de 10% preservada. A situação cria um curioso triângulo de interesses entre os dois rivais cariocas e o time inglês, todos à espera de um desfecho que possa ser positivo financeiramente.
O que você acha? Jair Cunha deveria trocar a Premier League por São Januário ou insistir na Europa? Para acompanhar mais negociações do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


