França — A comissão técnica definiu a equipe que encara a Espanha na semifinal da Copa do Mundo de 2026, e o jovem Désiré Doué continuará no time titular depois da atuação determinante nas quartas de final contra Marrocos.
- Em resumo: Doué ganha nova chance após assistência crucial na vitória por 2 a 0 sobre os marroquinos.
- Tchouaméni volta de lesão e reforça o meio-campo no duelo marcado para esta terça-feira, às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium.
Doué consolida espaço após brilhar nas quartas
A aposta no atacante de 19 anos reflete a preferência renovada do técnico, que viu em Doué personalidade para suportar a pressão de mata-mata. A assistência para o primeiro gol francês diante de Marrocos foi tratada internamente como o “momento de virada” de sua campanha individual, superando a concorrência direta de Barcola.
Nos treinos que antecederam a semifinal, Doué manteve alto índice de acertos em jogadas de velocidade e finalizações, argumento decisivo para garantir sua presença no trio ofensivo ao lado de Dembélé e Mbappé. A ideia é ter um ponta capaz de agredir a defesa espanhola pelos dois lados, algo que se tornou vital após o estudo analítico da comissão sobre as partidas anteriores dos ibéricos.
O atacante agora soma a quinta presença consecutiva entre os 11 iniciais, sequência que reconfigura a hierarquia no elenco francês. Conforme a programação oficial publicada pela FIFA, vencer a semifinal colocaria a França na decisão pelo segundo Mundial seguido, e Doué seria o mais jovem titular do país em uma final desde 1998.
Meio-campo ganha corpo com retorno de Tchouaméni
Se Doué simboliza a ousadia do ataque, a volta de Aurélien Tchouaméni representa o equilíbrio no setor central. Recuperado de lesão, o volante retoma a vaga de Koné e formará dupla com Rabiot, garantindo proteção adicional à linha de quatro formada por Koundé, Upamecano, Saliba e Digne.
Com isso, a escalação projetada pelo jornal L’Équipe traz: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Digne; Tchouaméni e Rabiot; Dembélé, Olise e Doué; Mbappé. A manutenção de Olise como meia-armador, aliada ao retorno do camisa 8, dá à seleção francesa a possibilidade de alternar entre um 4-2-3-1 mais conservador e um 4-3-3 agressivo quando necessário.
Do lado espanhol, espera-se pressão alta desde os primeiros minutos, o que obrigará Tchouaméni a agir como primeiro construtor na saída de bola. A comissão confia que a experiência adquirida no futebol europeu ajuda o volante a proteger a defesa de possíveis transições rápidas rivais.
O que você acha? Doué corresponderá novamente ou a Espanha saberá neutralizar a nova arma francesa? Para acompanhar mais análises do Mundial, acesse nossa cobertura completa.


