Grêmio — Em amistoso realizado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Tricolor conseguiu vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro e viu o goleiro Gabriel Grando roubar a cena ao defender duas cobranças de pênalti, gesto que ele próprio descreveu como fruto de estudo e instinto.
- Em resumo: Grando pegou dois pênaltis e detalhou como antecipou as batidas.
- Com o triunfo, o elenco sai da intertemporada confiante para Brasileirão e Sul-Americana.
Defesas que mudaram o ritmo do jogo
A partida parecia equilibrada até o primeiro pênalti. Quando Gabriel Grando mergulhou no canto direito e evitou o gol, o ânimo do estádio mudou. Poucos minutos depois, nova penalidade: desta vez o goleiro saltou para o lado oposto e repetiu a façanha. A sequência de paradas estancou qualquer reação cruzeirense e deixou o Grêmio à vontade para construir o 3 a 1 que fechou a intertemporada em alta.
Segundo o arqueiro, a leitura prévia do batedor, adquirida em meses de treino conjunto, fez toda a diferença — uma prática valorizada em grandes competições, como indica a cobertura oficial da CBF sobre fundamentos de goleiros.
“Uma coisa que a gente sempre fala é que, quando não dá na técnica, a gente tem que ir na raça. E a gente demonstrou isso durante os 90 minutos hoje.”
A fala reforça a percepção de que, mesmo em jogos de preparação, o grupo mantém intensidade de confronto oficial, característica que costuma pesar em fases decisivas de torneios longos.
O estudo por trás das penalidades
Grando revelou que suas decisões na marca da cal foram moldadas pela convivência com Kaio Jorge na temporada passada. O goleiro afirmou ter memorizado a preferência do atacante por bater aberto e, no último instante, confiou na própria leitura para trocar de lado e defender. Já a segunda cobrança, segundo ele, foi “pura intuição”, reflexo de quem se sente confortável na posição.
“Eu fiquei seis ou oito meses trabalhando com o Kaio Jorge no Cruzeiro, em 2024, e ele sempre batia aberto contra mim. Chegou na hora e alguma coisa me disse para ir no cruzado. E com o Pec foi uma intuição, e consegui ser feliz.”
A declaração evidencia como treino específico e memória visual podem se combinar ao instinto, produzindo lances que desequilibram partidas mesmo fora do ambiente oficial.
Para além das defesas, o goleiro reconheceu que a atuação coletiva melhorou em relação ao amistoso anterior, diante da Chapecoense. Ele destacou que parte do desempenho veio de ajustes feitos nos treinos recentes, sobretudo na compactação defensiva e na transição em velocidade — pontos cruciais para encarar a maratona de jogos que se aproxima.
O técnico também utilizou o jogo para testar formações alternativas, dando minutos a jogadores que recuperam ritmo. A presença de jovens como Matheus Nascimento, autor de um dos gols, indica disposição para mesclar experiência e base no retorno das competições.
Apesar de o amistoso não pontuar oficialmente, a vitória serve como termômetro psicológico. Manter a confiança de Grando, agora com moral elevado, pode ser vital em confrontos diretos na parte de cima da tabela. Além disso, a segurança transmitida pela defesa incentiva o setor ofensivo a arriscar mais jogadas de profundidade.
No curto prazo, o foco gremista é iniciar o Campeonato Brasileiro sem repetir oscilação das primeiras rodadas e avançar na Copa Sul-Americana. A comissão acredita que a performance em Brasília representou passo firme em direção a essa meta.
O que você acha? As defesas de Gabriel Grando serão decisivas no Brasileirão? Para acompanhar mais análises e bastidores do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.


