Bahia — A chegada do argentino Guido Herrera elevou para aproximadamente R$ 11,2 milhões o total investido pelo Tricolor em goleiros desde que o Grupo City assumiu o comando do futebol, em 2023.
- Em resumo: Herrera é o sexto arqueiro contratado e custou cerca de R$ 2,5 milhões.
- A posição já consumiu mais de 10% do orçamento destinado a reforços no período.
Herrera completa meia-dúzia de contratações para o gol
Antes do ex-Talleres aceitar o desafio em Salvador, o clube trouxe Marcos Felipe, Adriel, Ronaldo, João Paulo e Léo Vieira. A lista mostra que o gol é, de longe, o setor que mais recebeu atenção — e dinheiro — na era City.
Segundo levantamento do Espião Estatístico, do ge, apenas Chapecoense, Juventude e Mirassol contrataram mais goleiros na Série A e B desde 2023. O montante gasto pelo Bahia já supera o de vários rivais diretos, de acordo com dados públicos da Confederação Brasileira de Futebol.
Ronaldo segue como maior aposta financeira
Dos seis nomes, Ronaldo ainda representa o movimento mais ousado: foram cerca de R$ 5 milhões para tirá-lo de seu antigo clube. O camisa 1 ganhou confiança do técnico Rogério Ceni e mantém a titularidade mesmo após oscilações de desempenho.
Na sequência aparece Marcos Felipe, que custou R$ 2,7 milhões. Com a chegada de Herrera por R$ 2,5 milhões, a dupla passa a disputar a vaga de imediato, enquanto Léo Vieira continua em recuperação de uma ruptura completa do tendão patelar do joelho direito.
Concorrência acirrada e pressão por resultados
A sucessão de contratações indica que as soluções anteriores não deram a estabilidade desejada. Rotatividade no gol costuma afetar o sistema defensivo, e o Bahia sofreu com isso em diferentes momentos do último Brasileirão.
A expectativa é que Herrera traga experiência internacional e, sobretudo, encerre a alternância na posição. Qualquer falha, porém, ganhará dimensão maior diante do investimento já considerado alto pelos padrões do clube.
Análise: aposta no gol e seus riscos
Ao priorizar a meta em todas as janelas, a direção sinaliza que enxerga o setor como gargalo estrutural. A estratégia faz sentido em um campeonato no qual pequenos detalhes definem permanência ou vaga continental, mas também concentra recursos que poderiam reforçar outras áreas carentes, como a lateral direita ou o ataque de beirada.
Se Herrera não se firmar rapidamente, o Bahia pode ter de rever a política de contratações ou mesmo promover novos talentos da base para equilibrar folha salarial e custo de aquisição, tema recorrente em clubes administrados por conglomerados estrangeiros.
O que você acha? O investimento pesado finalmente vai estabilizar o gol do Bahia ou acirrar ainda mais a disputa interna? Para acompanhar todos os bastidores do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.


