Carlos Miguel — O goleiro de 27 anos abriu o jogo sobre como trocou o Nottingham Forest pelo Palmeiras e explicou por que não se deixa levar pelos próprios recordes de partidas sem sofrer gol.
- Em resumo: convite de Leila Pereira e Anderson Barros convenceu o arqueiro a voltar ao Brasil.
- Mesmo liderando o índice de “baliza zero” no Verdão, ele garante que só pensa em vencer.
Convite de dirigentes acelerou acerto com o Verdão
Na entrevista ao Palmeiras Cast — conteúdo disponibilizado pela Record —, Carlos Miguel contou que acompanhava o futebol nacional enquanto atuava na Inglaterra. Segundo ele, os títulos recentes do clube alviverde foram determinantes para aceitar a proposta. O goleiro chegou ao Allianz Parque no segundo semestre passado por cerca de R$ 35 milhões, valor pago ao Nottingham Forest, antigo detentor de seus direitos.
O atleta ressaltou que o telefonema do diretor executivo Anderson Barros, endossado pela presidente Leila Pereira, selou a negociação, destacando a receptividade desde o primeiro dia. Informação oficial sobre a transferência pode ser consultada no site da Confederação Brasileira de Futebol, entidade que organiza o Brasileirão.
“Antes de vir, lógico, surgiu o interesse. Eu estava na Inglaterra, eu sempre acompanhava o futebol brasileiro, eu sempre acompanho. Daí eu vi o Palmeiras ganhar de todo mundo, toda hora levantando uma taça.”
A fala evidencia como o ciclo vitorioso do time serviu de vitrine global. Para o goleiro, fazer parte de um elenco habituado a erguer troféus encurtaria seu caminho de volta ao protagonismo no cenário nacional.
Recorde de balizas zeradas passa despercebido
Desde que vestiu a camisa palmeirense, Carlos Miguel atingiu um aproveitamento próximo a 50% de partidas sem sofrer gol, marca superior à de qualquer outro arqueiro do clube no século XXI. Ainda assim, ele afirma não contabilizar estatísticas durante a temporada.
“Eu foco ali no campo, eu só quero vencer. E, quando acaba o jogo, eu já fico feliz. Eu nem paro para contar quantos jogos eu já joguei no ano, quantos gols eu não estou sofrendo em jogo. A gente fica na adrenalina de querer vencer, de não querer sofrer gol. E a gente passa despercebido.”
O depoimento revela uma mentalidade centrada em resultados coletivos. Mesmo liderando um ranking histórico interno, o goleiro prefere manter a concentração no dia a dia de treinos e partidas, atitude que se alinha ao discurso de competitividade adotado pelo técnico e pela diretoria.
O que você acha? A postura de Carlos Miguel ajuda ou atrapalha na busca por mais títulos do Palmeiras? Para acompanhar outras notícias do Brasileirão, visite nossa editoria completa.


