Virada na prorrogação reforça aura invencível da Argentina

Argentina — Em confronto dramático válido pelas quartas de final da Copa do Mundo, a Albiceleste superou a Suíça por 3 × 1, garantiu vaga na semifinal contra a Inglaterra e viu a imprensa internacional reforçar a ideia de que o campeão mundial se sente “invencível”. O duelo teve transmissão de Band e Record.

  • Em resumo: expulsão de Embolo abriu caminho para a virada argentina na prorrogação.
  • Jornais de Europa e América do Sul apontam que a equipe de Lionel Scaloni venceu mesmo sem atuar em alto nível.

Imprensa mundial exalta resiliência albiceleste

Logo após o apito final, manchetes de diversos países destacaram mais a força mental do que a superioridade técnica da Argentina. O diário espanhol Marca sintetizou o sentimento geral ao afirmar que os atuais campeões “não se abalam, mesmo quando parecem próximos do abismo”. A narrativa reforça a percepção de que o elenco soube transformar dificuldade em impulso competitivo, algo que costuma pesar em torneios organizados pela FIFA.

No ambiente local, o argentino Olé chamou atenção para o sofrimento coletivo vivido em Santa Clara, mas celebrou a vaga que mantém viva a busca pelo bicampeonato consecutivo, façanha alcançada por poucos na história da Copa.

“Avante, campeão: com sofrimento, Argentina vai às semis e que venha a Inglaterra”.

A manchete do Olé posiciona o duelo contra os ingleses como uma continuação de rivalidades históricas e valoriza o caráter agonizante da conquista sobre os suíços.

Expulsão de Embolo muda o roteiro e decide o placar

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Até a entrada dura de Embolo, que resultou em cartão vermelho direto, a Suíça controlava espaços e havia empatado o marcador, criando ambiente de pressão sobre os argentinos. A desvantagem numérica, entretanto, permitiu que Scaloni liberasse seus atacantes. Julián Álvarez e Lautaro Martínez, acionados na prorrogação, selaram a classificação, confirmando a virada que já é tratada como capítulo épico no ciclo rumo ao bicampeonato.

“Pancada de Julián Álvarez na prorrogação quebra a resistência da Suíça em desvantagem e manda a Argentina às semifinais”.

O registro do britânico The Guardian sublinha o impacto decisivo do camisa 9 do Manchester City e ecoa a surpresa inglesa com a capacidade da Argentina de resolver partidas sob pressão extrema.

Análise: pressão e favoritismo sob teste constante

Os relatos internacionais convergem ao apontar que a Argentina não apresentou seu melhor futebol, mas compensou na esfera emocional. Essa combinação — domínio psicológico e elenco experiente — costuma ser determinante em fases finais de Copas, quando as partidas se tornam mais travadas e o desgaste físico exige soluções rápidas no banco.

Ao mesmo tempo, o favoritismo traz risco de complacência. O alerta fica para a dependência de episódios pontuais, como a expulsão de Embolo, para destravar jogos. Diante da Inglaterra, a margem de erro deve ser menor, e o setor defensivo precisará de ajustes para evitar sustos semelhantes.

O que você acha? A Argentina chega mais forte ou apenas sobreviveu graças a um lance isolado? Para acompanhar toda a cobertura do Mundial, visite nossa editoria de Copa do Mundo.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.