Argentina — O técnico Lionel Scaloni confirmou que Lionel Messi seguirá como cobrador oficial de pênaltis da seleção, mesmo após dois erros na atual Copa do Mundo de 2026.
- Em resumo: Scaloni confia no capitão apesar do aproveitamento de 4 acertos em 8 cobranças em Copas.
- Craque divide a artilharia do torneio com Mbappé e volta a campo nas quartas, sábado (11), às 22h.
Confiança pública de Scaloni fortalece liderança de Messi
Questionado sobre eventuais mudanças após os desperdícios contra Áustria e Egito, o treinador argentino descartou alterar a hierarquia. Para ele, o camisa 10 continua sendo a melhor opção da marca da cal.
O histórico de Messi em pênaltis de Copa registra oito tentativas: metade convertida, metade desperdiçada, de acordo com dados oficiais da Fifa. Mesmo assim, o craque foi decisivo na virada por 3 a 2 sobre os egípcios, com gol e assistência, reforçando a importância do capitão na campanha albiceleste.
“Nem me passaria pela cabeça ir dizer a ele para não cobrar a próxima; que ele faça o que quiser. Temos jogadores que podem cobrar, mas ele vai cobrar se quiser e, se não quiser, a decisão é dele. Deixem-no fazer o que quiser em campo”.
A fala escancara a autonomia de Messi dentro da equipe: a decisão sobre continuar ou não é pessoal, e o staff técnico não pretende interferir. Internamente, a confiança busca blindar o atleta de críticas externas e mantê-lo no centro do projeto esportivo.
Pênaltis divididos entre pressão e protagonismo
A cobrança de pênaltis em Mundiais costuma ser divisor de águas na carreira de grandes nomes. Para Messi, o tema virou debate nacional após as chances desperdiçadas, mas também serve de combustível. Ele soma oito gols na edição atual e aparece como principal esperança ofensiva dos hermanos.
Além da relevância estatística, a manutenção do capitão no posto evita deslocar a pressão para companheiros que nunca bateram penalidades em partidas de Copa. O argumento de Scaloni é simples: o melhor jogador deve assumir a responsabilidade nos momentos-chave.
Análise: gestão de pressão em torneios curtos
A declaração pública de Scaloni cumpre duas funções. Primeiro, reforça a hierarquia no elenco, evitando especulações que poderiam surgir às vésperas de um mata-mata. Segundo, divide a responsabilidade entre técnico e jogador: ao deixar a decisão final nas mãos de Messi, o treinador sinaliza confiança sem eximir a estrela de protagonismo.
Em torneios curtos, onde cada detalhe conta, a estabilidade psicológica é tão crucial quanto o preparo físico. Manter o cobrador original ajuda a preservar rotinas de treino e reduz a margem de erro causada por alterações de última hora.
O que você acha? Scaloni faz bem ao manter Messi nas penalidades ou deveria buscar alternativa? Para acompanhar mais análises, acesse nossa cobertura completa.


