Fluminense — Em meio à goleada por 6 a 1 sobre o Nova Iguaçu, Luis Zubeldía escancarou que Martinelli e Hércules são as peças-chave de seu sistema e explicou como a transferência de Facundo Bernal ao Betis já estava no roteiro tricolor.
- Em resumo: Martinelli e Hércules foram classificados pelo treinador como “indispensáveis” para manter o equilíbrio tático.
- A saída de Bernal, acertada desde janeiro, abriu espaço definitivo para a ascensão da dupla.
Importância tática dos volantes
Zubeldía vê na dupla a engrenagem que conecta ataque e defesa. Segundo o argentino, o estilo agressivo do Fluminense exige meio-campistas capazes de pressionar, circular a bola e recompor rapidamente. O treinador comparou o desgaste físico sofrido pelos volantes ao de qualquer outro setor e explicou que, sem eles, o padrão de jogo simplesmente não se sustenta. Até por isso, o clube resiste a propostas externas, reforçando a estratégia delineada desde o início da temporada junto à Confederação Brasileira de Futebol para competir em alto nível.
Além da intensidade, Martinelli agrega saída de bola limpa, enquanto Hércules oferece cobertura defensiva. A complementaridade é vista internamente como solução pronta para o restante do calendário, que inclui Brasileirão, Copa do Brasil e competições continentais.
“Tenho claro que, se somos ofensivos, como normalmente somos, a parte dos volantes é a que mais sofre desgaste para mim. Porque eles precisam entrar e sair nas pressões. Porque eu exijo que eles saiam jogando em determinadas situações. Se você me pergunta onde se gera mais desgaste, por estarem em uma zona essencial do campo, são os meus dois meias, pelo tipo de jogadores que temos no ataque.”
A fala evidencia que, na visão do comandante, o sucesso ofensivo do Flu passa diretamente pela capacidade dos volantes de sustentar a equipe nos momentos sem a bola.
Planejamento e saída de Bernal
A transferência de Facundo Bernal para o Betis não surpreendeu o departamento de futebol. Zubeldía revelou que, ainda em janeiro, diretoria, estafe e atleta pactuaram a liberação em caso de nova oferta europeia. O volante uruguaio quis permanecer no primeiro semestre, mas o acerto previa uma janela de saída após seis meses.
“Quando montamos o elenco em janeiro, também fazíamos um pouco de futurologia sobre possíveis saídas. Essa situação do Bernal, de certa forma, apareceu em janeiro. Conversamos com o jogador e contamos com a boa vontade dele, porque ele queria ficar aqui. Ele estava muito bem. Sentia-se em casa.”
Com a negociação concretizada, a comissão técnica redobrou a confiança em Martinelli e Hércules, certos de que o encaixe já testado garante continuidade ao modelo agressivo implantado.
Análise: mercado controlado e foco na base
Com Martinelli e Hércules blindados, Zubeldía mantém a espinha dorsal e delega às categorias inferiores o papel de suprir eventuais lacunas, um modelo que vem ganhando aderência no futebol brasileiro.
O que você acha? A dupla tem tudo para sustentar o meio-campo do Flu até o fim da temporada? Para acompanhar mais notícias do Campeonato Brasileiro, visite nossa editoria completa.


