Wilton Pereira Sampaio — O árbitro goiano vem chamando atenção nos bastidores da Copa do Mundo e, segundo apuração de PVC e Danilo Lavieri, desponta como forte candidato a comandar uma das semifinais, a disputa de terceiro lugar ou até a grande final do torneio de 2026.
- Em resumo: atuações seguras em três jogos renderam avaliações máximas da comissão de arbitragem da FIFA.
- Concorrência interna existe, mas o brasileiro lidera a corrida por uma vaga nas fases decisivas.
Atuações que conquistaram a FIFA
Logo na estreia entre México e África do Sul, Sampaio precisou de pulso firme: expulsou três jogadores e mesmo assim manteve controle emocional do confronto, fato que viralizou entre torcedores e imprensa internacional.
Na sequência, repetiu o nível de concentração em Noruega x Senegal, válido ainda pela fase de grupos, e, já nos mata-matas, apitou Holanda x Marrocos sem gerar polêmicas graves — cenário ideal para o corpo técnico da FIFA, que monitora cada detalhe de postura e critério.
Com três partidas no currículo do torneio, o brasileiro recebeu notas altas do departamento liderado por Pierluigi Collina, responsável por indicar quem segue no quadro até a finalíssima.
Por que ele lidera entre os brasileiros
Raphael Claus e Ramon Abatti Abel também integram a lista da Copa, mas, de acordo com os repórteres do UOL, nenhum dos dois reúne, neste momento, o mesmo volume de elogios colhidos por Sampaio. O histórico recente pesa: presença em jogos de alto risco, aplicação consistente do VAR e capacidade de comunicação clara com atletas de diversas nacionalidades.
O prestígio atual é resultado também de um planejamento iniciado anos antes. O goiano participou de seminários específicos de preparação, treinou padrões de movimento em realidade virtual e dominou protocolos atualizados de revisão em campo, elementos que a entidade máxima cobra com rigor crescente.
Análise: peso político e técnico da escolha
Nos bastidores da Copa, a nomeação do árbitro para a final envolve equilíbrio delicado entre meritocracia e representatividade continental. A boa avaliação técnica de Sampaio fortalece a América do Sul em um momento de divisão natural entre confederações, mas a decisão final depende ainda de critérios de rodízio geográfico e ausência de conflitos com seleções finalistas.
Se confirmado, o brasileiro ampliará a sequência de juízes sul-americanos em jogos decisivos, consolidando a Conmebol como força também na arbitragem, não só dentro de campo com as equipes.
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