Portugal — A Federação Portuguesa de Futebol se moveu rapidamente depois da eliminação para a Espanha na Copa do Mundo e definiu Jorge Jesus como o sucessor de Roberto Martínez no comando da seleção.
- Em resumo: Jorge Jesus finaliza detalhes contratuais para estrear na Liga das Nações.
- Ex-Flamengo chega com aval de Cristiano Ronaldo e respaldo interno.
Do adeus de Martínez à aposta em Jorge Jesus
O 1 a 0 sofrido para a Espanha selou o fim do ciclo de Roberto Martínez, cujo vínculo com a seleção expirava logo após o Mundial. A saída já era considerada certa, independentemente do desempenho, e acelerou a busca por um novo nome.
Segundo o jornal A Bola, Jorge Jesus, livre no mercado após deixar o Al-Nassr, acertou verbalmente com a federação e deve assinar em Lisboa nos próximos dias. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra antes da próxima Data FIFA, quando Portugal iniciará sua caminhada na Liga das Nações — torneio organizado pela UEFA.
Retrospecto de Jesus no Flamengo impulsiona escolha
Aos 71 anos, o treinador carrega prestígio entre os portugueses depois de empilhar títulos no Flamengo entre 2019 e 2020: Campeonato Brasileiro, Libertadores, Carioca e Recopa Sul-Americana. O desempenho no Rio de Janeiro, somado à experiência recente com Cristiano Ronaldo na Arábia Saudita, pesou a favor de seu retorno à elite das seleções europeias.
Além do currículo vencedor, a disponibilidade imediata de Jorge Jesus simplificou as tratativas. Sem multas a pagar, a federação concentra esforços para tê-lo à beira do campo já na estreia contra País de Gales, marcada para 24 de setembro, seguida pelo confronto com a Noruega três dias depois.
Análise: transição técnica em momento sensível
A troca de comando evidencia a urgência da federação em requalificar o projeto da seleção. O elenco, recheado de talentos como Vitinha, João Neves e Rúben Dias, mostrou pouca coesão no Mundial, algo que Jorge Jesus precisará resolver em curto prazo para evitar novo tropeço continental.
A Liga das Nações servirá como termômetro: um bom início pode consolidar a confiança interna no português; resultados aquém podem reabrir o debate sobre o planejamento pós-Copa.
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