Inglaterra — Em jogo de tirar o fôlego no Estádio Azteca, a seleção inglesa venceu o México por 3 a 2, garantiu presença nas quartas de final da Copa do Mundo e ganhou o direito de enfrentar a Noruega no próximo sábado, em Miami, às 18h (de Brasília).
- Em resumo: Bellingham marcou duas vezes e Kane fez o gol decisivo de pênalti.
- Mesmo com Quansah expulso no início do segundo tempo, a defesa inglesa segurou a pressão mexicana até o apito final.
Bellingham coloca a Inglaterra na frente
Desde o primeiro toque na bola ficou claro que a equipe comandada pelos ingleses entrara em campo para confirmar o favoritismo. Jude Bellingham, em noite inspirada, precisou de poucos minutos para balançar as redes duas vezes consecutivas. O primeiro gol veio em jogada trabalhada pelo meio, enquanto o segundo nasceu de infiltração surpresa na área, colocando 2 a 0 no marcador e silenciando parte da torcida local.
O México, contudo, não se intimidou. Com Quiñones ativo pelo lado esquerdo, os anfitriões descontaram antes do intervalo e reacenderam a chama no Azteca. A partida ganhava contornos de drama logo na primeira metade, prometendo uma etapa complementar ainda mais intensa. Detalhes do confronto já aparecem no relatório oficial disponibilizado pela FIFA.
A vantagem parcial de 2 a 1 não oferecia margem para relaxamento, e o México deixou claro que apostaria todas as fichas no apoio da torcida para buscar a virada histórica.
Expulsão, pênaltis e muralha defensiva
Logo no retorno do intervalo, um lance mudou a dinâmica: Quansah chegou atrasado, recebeu cartão vermelho direto e deixou a Inglaterra com um homem a menos. Com quase todo o segundo tempo pela frente, a tendência era de domínio mexicano, mas Harry Kane tratou de alterar o roteiro. Em cobrança impecável de pênalti, o capitão fez 3 a 1 e devolveu tranquilidade aos europeus.
Do outro lado, a resposta veio também em bola parada. Jiménez converteu penalidade para reduzir novamente a diferença, colocando 3 a 2 no placar e transformando os minutos finais em um bombardeio sobre a área inglesa. A partir daí, brilhou a solidez do sistema defensivo montado por Konsa, Guéhi, Stones e Burn, além de intervenções decisivas do goleiro Pickford. Cada corte e defesa aproximava a equipe da classificação e aumentava o nervosismo dos milhares de torcedores mexicanos.
Quando o árbitro apitou o fim, a comemoração inglesa teve dose extra de alívio: avançar mesmo com inferioridade numérica fortalece o grupo para o próximo desafio, considerado por muitos o mais aguardado das quartas de final.
Duelo de artilheiros agita Miami
A vitória coloca frente a frente dois dos goleadores mais letais do torneio. De um lado, Erling Haaland é o homem-gol da Noruega com sete tentos até aqui; do outro, Harry Kane soma seis e lidera a artilharia inglesa. Além da disputa pessoal, o confronto estabelece choque de estilos: a potência física dos escandinavos contra a troca de passes acelerada dos britânicos.
A Noruega chega embalada, mas a Inglaterra tem histórico recente de grandes atuações em mata-mata, o que promete equilíbrio. Para os ingleses, superar a eliminação dolorosa na edição passada é motivação extra; para os noruegueses, alcançar a semifinal representaria campanha inédita.
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