Paraguai — Depois de ser superada pela França nas oitavas de final da Copa do Mundo, a seleção paraguaia transformou a frustração em discurso de orgulho e cobrança. O capitão Gustavo Gómez lamentou o 1 a 0, mas reforçou que a campanha precisa servir de impulso para um salto de qualidade no ciclo que se inicia.
- Em resumo: Gómez elogia entrega do grupo e pede evolução estrutural no futebol paraguaio.
- Derrota veio em pênalti convertido por Mbappé, único lance que furou a estratégia defensiva.
Pênalti de Mbappé decide e encerra sonho albirrojo
A postura compacta que neutralizou gigantes como a Alemanha voltou a aparecer diante da atual campeã mundial, mas ruíu aos 25 minutos do segundo tempo. No lance capital, Desiré Doué sofreu a falta dentro da área e Kylian Mbappé converteu o pênalti que selou a classificação francesa, conforme detalha a página oficial da competição na FIFA.
Com a eliminação confirmada, o sentimento no vestiário alternou entre frustração e satisfação pelo caminho percorrido. Líder técnico e emocional da equipe, Gustavo Gómez fez questão de valorizar o desempenho coletivo.
“Estou muito orgulhoso dos meus companheiros, do que fizemos neste Mundial. Nós entramos em campo para defender nossa seleção. Temos que seguir trabalhando para elevar o nível do futebol paraguaio”.
O recado do zagueiro do Palmeiras vai além do consolo imediato. Ele aponta para uma necessidade de planejamento que transforme a consistência defensiva, marca registrada desta campanha, em resultados mais ambiciosos no próximo ciclo.
Delegação mantém otimismo e mira próximos ciclos
O meio-campista Matías Galarza endossou o tom de orgulho ao lembrar a dimensão do adversário. Mesmo reconhecendo a superioridade técnica francesa, o ex-Vasco destacou que a partida terminou com os europeus valorizando cada minuto para segurar a vantagem — sinal de respeito pela postura paraguaia.
“Hoje, se não fosse por esse pênalti, não teriam marcado. Por isso os franceses festejaram como festejaram no fim, e terminaram o jogo ganhando tempo”.
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A análise do técnico Gustavo Alfaro, reproduzida pelo jornal “ABC”, reforçou a narrativa de crescimento. O argentino recordou que o Paraguai voltou ao Mundial após 16 anos e enfrentou um rival que chegou às duas últimas finais, campeão em 2018 e vice em 2022.
Análise: evolução paraguaia pede salto de qualidade
Os relatos de jogadores e comissão indicam que a seleção conseguiu compensar a ausência de nomes badalados com organização tática e resiliência defensiva. O desafio, a partir de agora, é traduzir o ganho anímico em processos permanentes: formação de base, calendário competitivo e intercâmbio internacional.
Sem esses pilares, o roteiro corre o risco de repetir edições passadas — lampejos de competitividade seguidos por longos hiatos em grandes torneios. O discurso de Gómez, portanto, funciona como alerta estratégico para a federação local e para os clubes que abastecem a Albirroja.
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