Pai de Gerson chama Bap de covarde e cobra dívida do Flamengo

Flamengo — O empresário e pai do volante Gerson, Marcão, elevou a temperatura nos bastidores rubro-negros ao acusar o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, de “covardia” e revelar uma suposta dívida não quitada pelo clube.

  • Em resumo: Marcão diz que a saída de Gerson foi facilitada por multa “baixíssima” imposta pelo próprio Flamengo.
  • Ele afirma que o clube ainda lhe deve valores prometidos na volta do atleta ao Brasil.

Pai de Gerson mira diretoria pela transferência ao Zenit

No canal bulldogshoworiginal, Marcão rebateu críticas sobre a negociação que levou o meio-campista ao futebol russo. Segundo ele, a decisão foi consequência direta de uma cláusula contratual reduzida pela gestão rubro-negra, não de pressões familiares. A fala amplia o desgaste existente entre o estafe do jogador e o alto escalão do clube, tema que já rendeu atritos públicos em outras ocasiões.

Para entender a polêmica, basta lembrar que o volante retornou ao Flamengo depois de passagem pelo Olympique de Marseille e, pouco tempo depois, foi vendido ao Zenit. A transação, embora milionária, deixou parte da torcida desconfiada sobre quem realmente se beneficiou do negócio, reacendendo questionamentos sobre transparência e estratégia esportiva. Conforme registro em reportagem da ESPN, a gestão de multas rescisórias costuma ser ponto sensível em negociações internacionais.

“Eles jogam a culpa em cima de mim. Se tem alguém que tirou o Gerson do Flamengo, não fui eu, porque eu não sou diretor de clube. O cidadão lá colocou a multa do cara baixíssima na hora da renovação, colocou o valor que o clube do exterior poderia pagar, o clube pagou e ele recebeu o dinheiro. As pessoas acham que o Flamengo me deu esse dinheiro. Pô, cara”

A declaração reforça a tese de que o departamento de futebol abriu a porta para a saída do atleta. Para o empresário, responsabilizar a família seria desviar o foco das escolhas administrativas que, na prática, viabilizaram a venda.

Cobrança milionária e acusações de “covardia” agravam crise

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Marcão também se disse perseguido por uma ação judicial aberta pelo Flamengo, que pede R$ 42 milhões referentes a direitos de imagem. O processo estaria, segundo ele, mais ligado a rusgas pessoais do que a questões contratuais.

“Por que quando nós chegamos no Zenit ele não abriu imediatamente o processo? Isso é um ato de covardia. Aquele rapaz que lá está, o senhor Bap, é um covarde. O cara gosta de arrumar problema com todo mundo. Não tenho rabo preso com ele, e o cara cismou comigo. Ele me colocou contra a torcida, pessoal me chamando de mercenário. Ele diz que eu devo R$ 42 milhões. Esquece o Gerson, se ele for processar, vai ter que processar a mim, porque ele disse que depositou na minha empresa o dinheiro”.

O tom duro evidencia uma ruptura que vai além da esfera jurídica. Ao mencionar suposta “comissão futura” não paga, o empresário sugere que parte da dívida seria herança de gestões anteriores, mas que a atual presidência decidiu ignorar. Essa sobreposição de versões alimenta a incerteza sobre quem deverá arcar com a diferença financeira.

Análise: impacto institucional no Flamengo

Os ataques públicos de Marcão atingem diretamente a imagem de profissionalismo que o Flamengo tenta sustentar desde a reestruturação financeira da última década. Quando um representante de atleta de peso questiona a conduta do presidente, o efeito se espalha para agentes de mercado, patrocinadores e até futuros reforços, que podem enxergar risco reputacional em negociações com o clube.

Além disso, o litígio fragiliza a posição da diretoria diante da torcida. Em meio a resultados em campo que pedem estabilidade, o clube se vê obrigando a dividir energia entre tribunais, comunicação e gestão de elenco, cenário que pode comprometer metas esportivas e financeiras na temporada.

O que você acha? A troca de acusações prejudica mais o Flamengo ou o estafe de Gerson? Para acompanhar mais debates do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.