Vasco — O clube de São Januário abriu o cofre para mudar o rumo da temporada e já negocia com Fernando Seabra, do Coritiba, oferecendo salário três vezes maior que o atual e bancando a multa rescisória para tirá-lo do rival.
- Em resumo: proposta inclui R$ 1 milhão mensais ao técnico e R$ 4 milhões de compensação ao Coritiba.
- Cruz-Maltino corre contra o tempo para fechar acordo antes do retorno aos gramados.
Oferta fora da curva atrai o treinador
Segundo o jornalista Rogerio Scarione, a diretoria vascaína se dispôs a pagar cerca de R$ 1 milhão por mês a Seabra, quantia considerada elevada mesmo pelos padrões da Série A. Além do salário, o clube toparia arcar com os R$ 4 milhões estipulados em contrato como multa de saída do Coritiba.
O movimento indica que o Vasco enxerga no treinador o nome ideal para encorpar o elenco durante a pausa competitiva, aproveitando as pelo menos duas semanas livres antes da próxima partida oficial. Informações internas dão conta de otimismo mútuo, embora restem ajustes contratuais e aval do clube paranaense.
O investimento, se confirmado, colocaria o comandante no patamar salarial de técnicos campeões nacionais, algo incomum para quem ainda busca o primeiro grande título. Na avaliação de dirigentes, porém, o custo se justifica pelo histórico ofensivo do treinador e pela necessidade de reação imediata no Brasileirão, competição regulamentada pela Confederação Brasileira de Futebol.
Pressa vascaína após plano A fracassar
Antes de mirar em Seabra, o Gigante da Colina tentou avançar sobre Franclim Carvalho, do Botafogo, mas esbarrou em entraves burocráticos e na resistência alvinegra. Com o tempo curto e o calendário apertando, o clube mudou de rota e intensificou conversas com o atual técnico do Coritiba.
Dirigentes acreditam que um acordo nos próximos dias permitiria a Seabra conhecer o elenco, definir carências e, sobretudo, imprimir rapidamente seu estilo ofensivo, característica elogiada em passagens por Cruzeiro e RB Bragantino. Caso a assinatura ocorra, a chegada será acompanhada de expectativa elevada dentro e fora de São Januário.
Análise: aposta alta para resposta rápida
O Vasco adota estratégia agressiva no mercado ao remunerar um treinador ainda em ascensão como se fosse um nome consagrado. A manobra revela não apenas a urgência por resultados, mas também a confiança na metodologia de Seabra para resgatar competitividade imediata. Em contrapartida, o alto investimento amplia a pressão: desempenho aquém do esperado pode gerar desgaste precoce e questionamentos sobre a sustentabilidade financeira do projeto.
Ao mesmo tempo, o Coritiba se vê diante de um dilema. Manter o profissional significaria recusar recursos valiosos em meio à temporada; liberá-lo pode obrigar o clube a buscar substituto às pressas, com possível impacto esportivo. O desfecho, portanto, afeta diretamente dois concorrentes diretos na elite nacional.
O que você acha? O risco financeiro compensa a possível revolução tática que Fernando Seabra pode trazer ao Cruz-Maltino? Para acompanhar mais notícias do campeonato, acesse nossa cobertura completa.


