Seleção Brasileira — A comissão técnica confirmou que Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda e não enfrentará Noruega ou Costa do Marfim nas oitavas de final da Copa do Mundo.
- Em resumo: Paquetá está fora do mata-mata e inicia tratamento intensivo.
- Ancelotti estuda Endrick, Danilo Santos ou Neymar para a vaga no meio-campo.
Baixa confirmada para as oitavas
A Confederação Brasileira de Futebol divulgou laudo médico indicando que o meia-atacante não reúne condições físicas para o próximo jogo. O revés chega num momento decisivo do torneio e força o técnico Carlo Ancelotti a reorganizar o desenho tático da equipe. Detalhes do tratamento seguem sob sigilo, mas o objetivo é ter o jogador apto caso o Brasil avance às fases seguintes, conforme destacou o site oficial da Fifa ao repercutir a lesão.
“O atleta Lucas Paquetá passou por exame de imagem que confirmou lesão muscular na posterior da coxa esquerda”.
O comunicado da CBF afasta qualquer dúvida sobre a gravidade do problema e justifica a decisão de retirar o meia da lista para as oitavas.
“O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”.
A nota também indica que o departamento médico trabalhará em regime de prioridade máxima, sinal de que a presença de Paquetá em eventual quartas de final ainda não está descartada.
Opções de Ancelotti para reconstruir o setor
Sem o titular, o treinador italiano tem três caminhos principais. A primeira alternativa — já testada contra o Japão — reposiciona Matheus Cunha como meia e coloca a jovem revelação Endrick como centroavante. O ajuste mantém a pressão ofensiva, mas sacrifica parte da recomposição que Paquetá oferecia.
Outra hipótese envolve Danilo Santos formando um tripé de volantes. O jogador do Botafogo tem chegada à área e capacidade de marcação semelhantes às de Paquetá, o que permitiria manter o atual sistema sem grandes rupturas.
Por fim, há a carta Neymar. Ancelotti o enxerga como falso 9 ou armador flutuando, porém o camisa 10 ainda carece de ritmo para 90 minutos completos. Optar por ele exigiria compensações defensivas e possivelmente uma linha de três zagueiros.
Análise: mudança de esquema e impacto tático
A ausência de Paquetá expõe um dilema recorrente no ciclo da Seleção: equilibrar criatividade e compromisso defensivo no meio-campo. O camisa 17 era peça chave na transição entre linhas, participando tanto da construção de jogadas quanto na pressão pós-perda. Nenhum dos postulantes à vaga reproduz o pacote completo.
Endrick oferece profundidade e finalização, mas não a mesma cobertura; Danilo Santos equilibra marcação, porém entrega menos clareza no último passe; Neymar potencializa o talento ofensivo, mas requer proteção extra. A decisão de Ancelotti, portanto, não é apenas sobre nomes, e sim sobre a identidade de jogo que o Brasil exibirá a partir das oitavas.
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