Paraguai — Na última segunda-feira (29), a Albiroja eliminou a Alemanha nos pênaltis e transformou o gramado em palco de uma celebração carregada de simbolismo ao abraçar Roque Santa Cruz, maior ídolo do país.
- Em resumo: Paraguai avança às oitavas após defesa decisiva de Orlando Gill nas penalidades.
- Elenco correu para festejar com Roque Santa Cruz, que trabalhava na transmissão da partida.
Abraço em Roque Santa Cruz eterniza façanha
Assim que Mathías Galarza converteu a cobrança que selou a vaga paraguaia, o meio-campista disparou rumo ao fundo do gol e foi o primeiro a abraçar Roque Santa Cruz. O ex-atacante, posicionado ali como comentarista da Telemundo, tornou-se o centro de uma roda emocionada que misturava gerações diferentes da seleção. Segundo a FIFA, trata-se apenas da segunda vez que o Paraguai supera a Alemanha em competições oficiais, o que reforça o peso histórico do resultado.
A cena percorreu o mundo nas redes sociais e virou combustível para o sentimento de resgate da identidade competitiva da Albiroja, algo que Santa Cruz personificou nas campanhas de início dos anos 2000.
El reconocimiento y cariño mutuo de los muchachos a @RoqueSantaCruz y de Roque a todos!! Locura.. ese cariño hay que ganarse… gigante @Albirroja 🙏🔝🙌🏼
Postado pelo irmão do ídolo, Julio Santa Cruz, o registro evidencia a sintonia entre presente e passado. O vídeo viralizou e somou milhares de interações, catapultando a seleção ao topo dos assuntos mais comentados no X (ex-Twitter) no Paraguai.
Estudo detalhado garantiu a vitória nos pênaltis
O goleiro Orlando Gill, de 26 anos, revelou que a comissão técnica preparou um dossiê dos cobradores alemães. A análise antecipada foi crucial: ele defendeu duas batidas e ganhou status de herói nacional. A solidez do arqueiro também o coloca no radar de clubes estrangeiros, reforçando a vitrine que a Copa do Mundo costuma ser para atletas emergentes.
No vestiário, o discurso era de foco total. Jogadores repetiam que “o feito só terá valor completo se vier acompanhado de nova exibição convincente” nas oitavas, pensamento que encontra eco nos torcedores, acostumados a campanhas irregulares em grandes torneios.
Análise: identidade recuperada e próxima barreira
A comemoração ao lado de Santa Cruz funciona como ato simbólico de transição: celebra o legado de quem abriu portas e carrega a responsabilidade de manter o Paraguai no radar do futebol mundial. Ao eliminar uma potência tetracampeã, a Albiroja rompe o teto de expectativa que a acompanhava desde 2010, quando alcançou as quartas de final.
No entanto, o time precisará repetir o nível de concentração contra França ou Suécia. Se por um lado a empolgação pode elevar o desempenho, por outro aumenta a pressão sobre um elenco jovem, ainda sem convivência longa com cenários decisivos.
O que você acha? O Paraguai conseguirá repetir a dose e avançar ainda mais na Copa? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa cobertura completa.


