Seleção Brasileira — A virada sobre o Japão que selou a ida do Brasil às oitavas da Copa do Mundo ganhou um personagem inesperado: Endrick, lançado por Carlo Ancelotti logo após Lucas Paquetá deixar o gramado com problema físico.
- Em resumo: Endrick entrou no intervalo e deu a presença de área que Ancelotti buscava.
- Com o jovem de 19 anos, o Brasil reagiu e venceu por 2 a 1, garantindo a classificação.
Ancelotti detalha a virada tática
A Seleção terminou o primeiro tempo em desvantagem e sem seu articulador titular. Durante o aquecimento, Neymar, Danilo Santos e Éderson eram cotados para a vaga, mas Ancelotti surpreendeu ao escolher o atacante revelado pelo Palmeiras. Em coletiva, o italiano explicou que precisava de poder de definição próximo ao gol, algo que via em Endrick. Mais tarde, elogiou o temperamento do garoto, que pouco sentiu o peso do cenário decisivo. A troca modificou o desenho ofensivo e empurrou o Japão para a própria área, como destacou o treinador em fala reproduzida pela FIFA.
Embora não tenha balançado as redes, o atacante puxou a marcação e abriu corredores para Vinícius Júnior e Rodrygo, decisivos na construção dos gols. A estratégia deu certo, e o time canarinho evitou uma eliminação precoce.
“Sim, podemos começar dessa maneira. É verdade que precisávamos colocar mais força na área. Endrick poderia colocar essa força e mais presença na área. Ele fez um jogo muito bom porque estava intenso e era perigoso”.
A declaração evidencia como o comando técnico enxergou no garoto o ajuste imediato para um jogo que fugia do roteiro. A ênfase na “presença na área” resume a lógica da substituição, crucial para mudar o ritmo do confronto.
Torcida vibra com espaço para a joia de 19 anos
A cada toque de Endrick na bola, o Estádio Cidade do Futebol explodiu em expectativa. Parte da arquibancada já pedia sua titularidade desde o início do Mundial, e a entrada contra o Japão reforçou essa narrativa. Mesmo sem gols, ele participou de duas jogadas que terminaram em finalizações perigosas de Vinícius Júnior.
Além do incentivo popular, o camisa 9 ganha combustível interno: passou à frente de Danilo Santos na hierarquia para o setor ofensivo. Essa inversão de papéis será determinante na preparação para o duelo das oitavas, marcado para domingo, contra o vencedor de Noruega x Costa do Marfim.
Análise: Endrick ganha espaço na hierarquia ofensiva
A decisão de Ancelotti expõe duas leituras simultâneas. Primeiro, a confiança gradual no atacante de 19 anos, que amplia sua minutagem a cada partida. Segundo, a fragilidade física de Paquetá, fator que pode obrigar o treinador a repensar o esquema com um meio-campista a menos e um atacante extra.
Se a comissão optar por manter Endrick, o Brasil tende a atuar com três peças móveis no ataque, abrindo mão de parte do controle no meio. A aposta é ousada, mas reforça uma tendência recente: a equipe rende mais quando ocupa a área adversária com múltiplas referências, algo que faltou em edições anteriores do Mundial.
O que você acha? Endrick deve ser mantido entre os titulares nas oitavas de final? Para acompanhar mais análises da Seleção, acesse nossa cobertura completa.


