Brasil — Em 29 de junho, a Seleção transformou um cenário dramático em façanha: Gabriel Martinelli marcou aos 50 minutos do segundo tempo, garantiu a vitória por 2 a 1 sobre o Japão nos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026 e estabeleceu o gol mais tardio da história dos mata-matas.
- Em resumo: Martinelli superou o antigo recorde de Francesco Totti, anotado em 2006.
- A virada foi a primeira do Brasil em fases eliminatórias desde o penta de 2002.
Gol aos 50 minutos derruba marca que durava duas décadas
O relógio já apontava meio século de minutos no segundo tempo quando Bruno Guimarães encontrou Martinelli livre na área. O chute cruzado venceu Suzuki e, de quebra, eclipsou a marca de 49 minutos e 26 segundos que pertencia ao italiano Francesco Totti desde as oitavas de 2006. Segundo levantamento do portal de estatísticas Squawka, nenhum outro atleta havia balançado as redes tão tarde em um duelo de mata-mata do torneio organizado pela FIFA.
O feito ganha peso extra por acontecer num encontro transmitido em sinal aberto pela Record, fator que ampliou a audiência e a repercussão imediata do lance. Na prática, o gol de Martinelli evitou a prorrogação, reduziu o desgaste físico previsto para o elenco e manteve viva a confiança em jogos eliminatórios.
Virada histórica reacende memória do penta
A última vez que o Brasil havia revertido um placar em fases eliminatórias de Copa foi contra a Inglaterra, nas quartas de 2002, edição encerrada com o tão lembrado pentacampeonato. Desde então, a Seleção se acostumou a abrir vantagem cedo ou a sofrer com eliminações traumáticas. Quebrar esse tabu, portanto, tem valor simbólico tão grande quanto o próprio recorde cronológico.
Outro elemento inédito envolve o novo formato da competição. Com 48 seleções, a Copa de 2026 inaugurou os 16 avos de final, desafio que adiciona um jogo extra à caminhada rumo ao título. Superar essa etapa reforça o amadurecimento do grupo comandado pelo técnico, que agora espera o vencedor de Costa do Marfim e Noruega para as oitavas, marcadas para domingo em Nova York/Nova Jersey, às 17h (horário de Brasília).
A comissão técnica ganhou ainda um bônus: moral elevada para Martinelli. O atacante, que já disputava vaga no onze inicial, viu seu nome ecoar nas redes sociais e nos programas esportivos. A tendência é que o gol decisivo pese na hora de definir a escalação para o próximo compromisso.
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