Walace — Apresentado oficialmente pelo Vitória, o volante aproveitou os microfones para explicar por que não rendeu no Cruzeiro e atribuiu o desempenho aquém do esperado à pouca minutagem em campo.
- Em resumo: atleta alega que atuava “10 minutos a cada três jogos”, o que teria travado sua evolução.
- Desavenças no vestiário, incluindo críticas a companheiro em grupo de WhatsApp, precipitaram o empréstimo.
Minutos escassos viram argumento do jogador
Contratado por cerca de 6 milhões de euros junto à Udinese, Walace chegou a Belo Horizonte com status de titular, mas acabou descartado por três treinadores consecutivos. O jogador reforçou, em sua apresentação no Vitória, que a sequência mínima inviabilizou qualquer adaptação tática ou física. Segundo ele, atuar esporadicamente enfraquece a confiança e impede que o atleta encontre o melhor ritmo de competição, algo fundamental no calendário apertado do futebol brasileiro organizado pela CBF.
Para o volante, a falta de continuidade explica não apenas números discretos, mas também a dificuldade de se firmar diante da concorrência no meio-campo celeste.
“Por ter jogado, talvez em poucas oportunidades no ano passado… eu quero ver um jogador que jogue 10 minutos a cada três jogos conseguir desempenhar alguma coisa”.
A declaração enfatiza a frustração de quem chegou cercado de expectativa e viu o protagonismo minguar para aparições pontuais — cenário que, segundo ele, minou a chance de convencer técnicos e torcida.
Saída marcada por críticas públicas e episódio no WhatsApp
Além do rendimento discreto, Walace se envolveu em polêmicas que aceleraram sua saída. O ponto de inflexão ocorreu quando mensagens vazadas mostraram o volante ironizando atuações do goleiro Matheus Cunha em um grupo de WhatsApp. A repercussão negativa levou a diretoria a afastá-lo do elenco principal enquanto buscava destino para o atleta.
“É muito difícil e, talvez, por problema meu também, eu não consegui desempenhar, mas tenho mantido o foco. Tenho certeza que tenho qualidade para poder ajudar o Vitória”.
![]()
Nesse segundo trecho, o jogador admite parcela de responsabilidade, sem deixar de reforçar a confiança no próprio potencial — discurso que mira reconquistar espaço na Série A agora pelo rubro-negro baiano.
Análise: gestão de grupo sob pressão
O caso expõe como episódios extracampo podem potencializar crises técnicas. No Cruzeiro, a combinação de investimento alto, entrega abaixo do esperado e atritos internos criou ambiente hostil para a continuidade de Walace. A diretoria, pressionada por resultado e disciplina, optou pelo empréstimo antes que o desgaste contaminasse o restante do vestiário.
Para o Vitória, o negócio envolve risco calculado: se o volante corresponder em campo, o clube ganha experiência na disputa do Brasileirão; se não, o vínculo curto facilita a devolução sem custos maiores.
O que você acha? Walace encontrará a regularidade que faltou no Cruzeiro ou as polêmicas voltarão a assombrá-lo? Para acompanhar mais análises sobre a elite nacional, acesse nossa cobertura completa.


