Athletico Paranaense — Um ano depois de chegar como a contratação mais cara da história do clube, o colombiano Kevin Viveros transformou pressão em gols, tornou-se artilheiro do Brasileirão e virou símbolo de identidade com a torcida rubro-negra.
- Em resumo: Viveros celebra 12 meses no Furacão ocupando o topo da artilharia nacional.
- Investimento de US$ 5 mi se pagou em protagonismo e ligação inédita com a arquibancada.
Um ano que mudou a história rubro-negra
Contratado por 5 milhões de dólares, então cerca de R$ 27,5 milhões, Viveros desembarcou em Curitiba cercado de dúvidas sobre o custo e a adaptação. Doze meses depois, o atacante responde dentro de campo: já são 11 gols no Campeonato Brasileiro, número que o coloca no topo dos artilheiros segundo a tabela oficial da CBF.
No primeiro bate-papo após completar a marca, o colombiano recordou partidas marcantes. Citou a finalização precisa contra o Mirassol e os tentos decisivos diante de Vitória e Remo como momentos que o fizeram “sentir a camisa”, expressão que resume a rápida identificação com o Furacão.
“Foi a festa do acesso, que todos fomos celebrar, caiu aquela cascata. Foi algo muito bonito, e eu estava vivendo um sonho naquele momento”.
O relato sobre a comemoração do acesso à Série A mostra como o atacante enxerga a própria trajetória: de peça-chave na Série B de 2025, com nove gols, a protagonista na elite em 2026. O acesso funcionou como rito de passagem, reforçando que a pressão do alto investimento poderia ser revertida em confiança.
Conexão com a torcida vira marca registrada
Não é apenas a bola na rede que faz de Viveros um nome forte na Baixada. O apelido “El Tren” ganhou vida própria graças ao som de locomotiva disparado no sistema de som do estádio sempre que ele marca. A celebração diferente se transformou em ritual aguardado por crianças e adultos nas arquibancadas, consolidando um elo emocional raro para recém-chegados.
“Isso me proporciona uma sensação incrível: quando marco um gol e ouço meu nome, sinto uma onda percorrer meu corpo e imediatamente busco outro gol com ainda mais motivação”. Na sequência, completou: “Ver a alegria de todo o estádio quando marco realmente me motiva. Por isso, para mim, ouvir meu nome sendo gritado por todo o estádio é a música mais linda que existe”.
O depoimento escancara como a sinergia entre atleta e torcida retroalimenta a performance. Quanto mais o estádio vibra, mais o colombiano procura as redes, criando um ciclo positivo que, até aqui, rende pontos valiosos ao Athletico na tabela do Brasileirão.
Segundo integrantes da comissão técnica, a explosão física de Viveros facilita o estilo de jogo vertical adotado pelo treinador. O atacante participa da construção, mas sua principal virtude é a infiltração em velocidade, recurso que obriga defensores a recuar e libera espaço para os meias. Esse encaixe tático, somado ao faro de gol, explica por que o alto investimento já é tratado internamente como um dos acertos mais expressivos da diretoria nos últimos anos.
Outra faceta elogiada internamente é a liderança discreta fora de campo. Desde que recebeu o apelido “El Tren”, o colombiano passou a adotar gestos motivacionais nos treinos, puxando gritos com os jovens da base e mantendo o ambiente leve, atitude que técnicos consideram fundamental em temporadas extensas.
Manter a artilharia até o fim do campeonato é o próximo objetivo pessoal. Para o clube, a esperança é que a constância do camisa 9 catapulte o Athletico às primeiras posições e, quem sabe, garanta vaga direta em competições continentais.
No cenário nacional, poucos reforços recentes causaram impacto semelhante em tão curto espaço de tempo. Se a atual média de gols for mantida, Viveros tem chance real de entrar na lista de artilheiros históricos do Brasileirão, feito que solidificaria ainda mais sua posição como ídolo — e justificaria cada centavo pago.
O que você acha? Viveros mantém o ritmo e termina como goleador máximo do torneio? Para acompanhar mais análises do campeonato, acesse nossa cobertura completa.


