Éder Militão — O zagueiro do Real Madrid relembrou, em entrevista televisiva, o abalo de descobrir que precisaria passar por uma segunda cirurgia e, por isso, ficaria fora da Copa do Mundo de 2026.
- Em resumo: lesão obrigou o defensor a desistir do Mundial e alterar todo o planejamento da Seleção.
- A recuperação evolui bem, mas o retorno só ocorrerá quando o clube espanhol liberar totalmente o atleta.
Cirurgia inesperada vira ponto de virada
Militão contou que o aviso médico soou como um “golpe” no momento em que se sentia pronto para disputar o torneio. Segundo o jogador, o estafe do Real Madrid manteve um protocolo rígido para evitar novos contratempos e garantir que o defensor volte em plenas condições físicas.
Entre sessões de fisioterapia em Valdebebas e viagens rápidas nos períodos de folga, o brasileiro diz seguir à risca cada etapa do cronograma, preferindo atrasar o retorno a correr o risco de recaída.
“Escutar aquela palavra de novo, de você vai ter que operar, foi uma coisa muito difícil para mim. Mas nada que a gente não passa por cima, que a gente não consiga dar essa volta por cima”.
A frase resume o impacto emocional da notícia e reforça a disposição do atleta em recuperar a posição tanto no clube quanto na Seleção quando estiver liberado pelos médicos.
Baixas em série mexem com os planos de Ancelotti
A lesão de Militão obrigou Carlo Ancelotti a refazer o desenho tático que previa usar o zagueiro também como opção na lateral direita. O problema se somou às ausências de Estêvão, Wesley e Raphinha, criando um efeito dominó que alterou a hierarquia defensiva brasileira às vésperas do mata-mata.
Para suprir a lacuna, a comissão técnica promoveu ajustes de última hora na linha de quatro, apostando em versatilidade para manter o equilíbrio entre saída de bola e força física.
Análise: profundidade de elenco posta à prova
Os fatos mostram que a Seleção precisava de um defensor capaz de cobrir duas posições sem comprometer o desenho tático. A perda simultânea de atacantes e laterais expôs a dependência de peças híbridas — perfil que Militão oferece desde os tempos de São Paulo. A situação reforça o desafio de Ancelotti em gerenciar minutos e preservar atletas num calendário cada vez mais apertado.
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