Palmeiras — A diretoria alviverde esfriou a investida por Julio Enciso após concluir que o custo da operação ultrapassa o limite financeiro definido para a janela, apesar de o meia paraguaio já ter posado com a camisa do clube e animado a torcida.
- Em resumo: Taxa de €13 milhões afasta Enciso do Verdão.
- Estratégia agora mira Danilo, destaque do Botafogo, para o meio-campo.
Preço de €13 milhões derruba otimismo no Allianz Parque
Enciso, de 22 anos, pertence ao conglomerado BlueCo, dono do Strasbourg e do Chelsea, mas não ficará em nenhuma das duas equipes. O valor fixado em cerca de €13 milhões — pouco mais de R$ 76 milhões — é considerado alto pelo Palmeiras, que precisa equilibrar contas depois dos investimentos da janela passada, segundo apuração da ESPN Brasil.
Dentro do clube, o entendimento é de que o mesmo montante poderia comprometer outras prioridades do elenco. A questão salarial também pesou: representantes do jogador sinalizaram pedida acima da média atual do plantel. Para dirigentes consultados, a relação de Enciso com compatriotas Gustavo Gómez e Ramón Sosa não basta para ajustar a equação financeira, conforme se comenta nos bastidores e no portal da CBF sobre movimentações de atletas estrangeiros no país.
Foco se volta a Danilo e ao remodelar do meio-campo
Com Enciso praticamente descartado, o Palmeiras prioriza Danilo, revelação do Botafogo. A comissão técnica entende que o volante agrega intensidade e polivalência em faixa do campo carente de opções, sobretudo após saídas recentes e possíveis vendas futuras de Flaco López ou Vitor Roque.
Mesmo assim, a busca não será simples. O clube carioca faz campanha consistente e dificilmente libera um dos seus protagonistas sem compensação robusta. Pessoas próximas às tratativas descrevem a negociação como “complexa, mas viável”, desde que parte da quantia prevista para Enciso seja redirecionada para atender às exigências alvinegras.
Análise: gestão de riscos no mercado alviverde
A decisão de recuar por Enciso expõe a estratégia pragmática do Palmeiras: evitar apostas caras em jogadores que ainda não se firmaram na Europa. Embora o meia-atacante possua talento e experiência fora do continente sul-americano, sua produtividade recente não justificou o desembolso pretendido pelo BlueCo.
Ao priorizar Danilo, o clube mira um perfil considerado mais seguro: atleta adaptado ao futebol brasileiro, competitivo no Brasileirão e de revenda praticamente garantida. Esse cálculo financeiro — unindo potencial esportivo, liquidez e teto salarial — tornou-se recorrente nas grandes equipes nacionais, pressionadas pelo câmbio e pelo Fair Play interno.
O que você acha? A torcida acerta ao preferir Danilo em vez de Enciso? Para acompanhar mais notícias do campeonato, acesse nossa cobertura completa.


