Copa do Mundo — Em meio às vaias nos estádios e às críticas de técnicos e torcedores, Gianni Infantino saiu a campo para defender as paradas de hidratação implementadas em todos os jogos do torneio.
- Em resumo: Para o presidente da Fifa, a pausa de três minutos é questão de saúde e desempenho, não de lucro.
- Dirigente afirma que medida garante condições iguais a cada seleção, independente da temperatura local.
Fifa nega interesse financeiro nas pausas
O dirigente enfatizou que todos os acordos comerciais da competição já estavam fechados quando a norma foi aprovada, descartando qualquer ganho extra associado ao novo formato. A fala mira diretamente quem acusa a entidade de alongar o tempo de transmissão para vender mais anúncios. De acordo com Infantino, a prioridade sempre foi preservar atletas, árbitros e torcedores expostos a temperaturas que costumam ultrapassar 30 °C em várias sedes. O posicionamento reforça que a política de saúde da organização está em linha com recomendações médicas e protocolos de outras modalidades, como a NBA e o vôlei, que também adotam pausas regulares.
“A Fifa não obtém absolutamente nada com isso. Todos os contratos já estavam assinados quando essa decisão foi tomada. Não se trata de uma questão financeira, mas sim esportiva”
A declaração serve para blindar a entidade diante de suspeitas de monetização. Ao afirmar que os contratos comerciais não mudaram, Infantino tenta estancar o debate sobre interesses econômicos ocultos e desloca o foco para a segurança dos jogadores.
Igualdade entre seleções motiva a medida
Além da questão climática, o cartola sustenta que a pausa cria um cenário de equidade. A lógica é simples: se em partidas sob calor extremo os técnicos já tinham breves intervalos para orientar suas equipes, seria injusto negar o mesmo recurso em duelos disputados sob temperaturas mais amenas. Assim, manter a regra uniforme reduz controvérsias e impede que resultados sejam contestados por suposta vantagem tática ocasionada pelo clima. Segundo ele, a Copa reúne 32 seleções em 39 dias e cada detalhe de recuperação pode pesar em um calendário tão comprimido.
“É muito difícil aceitar que um treinador possa ter a possibilidade de influenciar o jogo porque existe uma pausa devido ao calor intenso e outro não tenha essa oportunidade apenas porque está um pouco menos quente.”
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A frase explicita a preocupação com a paridade competitiva. No entendimento da entidade, uma Copa do Mundo deve oferecer as mesmas condições estratégicas a todos, independentemente do fuso horário ou do grau de umidade em cada estádio.
Análise: a resistência ao novo formato
A introdução de “quatro tempos” no futebol de seleções desafia a tradição do esporte, acostumado a apenas um intervalo oficial. Críticos alertam que essas interrupções quebram o ritmo do espetáculo e podem favorecer quem está mal em campo, já que o técnico ganha tempo extra para ajustes. Já a Fifa sustenta que a segurança física fala mais alto, sobretudo diante do aumento de jogos disputados em altas temperaturas nos últimos ciclos internacionais.
Enquanto algumas ligas nacionais já testam pausas semelhantes durante o verão, a adoção obrigatória em uma competição global coloca o tema em evidência. Caso as polêmicas persistam, não está descartada a revisão de duração ou momento das paradas, mas a tendência é que o modelo vire padrão em torneios da Fifa, segundo apuração do site oficial da entidade fifa.com.
O que você acha? As paradas de hidratação protegem os atletas ou prejudicam o ritmo do jogo? Para acompanhar todos os desdobramentos da Copa, acesse nossa cobertura completa.


