Haaland agitou a reta final da fase de grupos ao afirmar que a Noruega “não está ligando” para o embate com a França, marcado para a próxima sexta-feira (26) e com transmissão da Fox Sports.
- Em resumo: Noruegueses já classificados cogitam poupar titulares diante dos franceses.
- Centroavante prevê vitória gaulesa no jogo e no torneio inteiro.
França recebe o favoritismo do artilheiro
A vitória por 3 a 2 sobre o Senegal, na última segunda-feira (22), assegurou a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo. Mesmo empatados com seis pontos, noruegueses e franceses decidem quem termina no topo do Grupo I. Ainda assim, Haaland surpreendeu ao praticamente entregar a liderança ao rival, jogando todo o peso do favoritismo sobre a seleção comandada por Didier Deschamps.
O discurso do camisa 9 repercutiu rápido entre torcedores e analistas. Para muitos, a manobra diminui a pressão sobre os Vikings e transfere o holofote aos campeões mundiais, reconhecidos pela própria Fifa como uma das forças do torneio desde o início da competição.
“Não estou me importando muito com esse jogo agora. Eles provavelmente vão ganhar da gente. Provavelmente vão ganhar o torneio. Hoje, vamos ser felizes, todos os noruegueses do planeta”.
A declaração ecoou como gesto de sinceridade — ou estratégia — ao reforçar a superioridade técnica dos Bleus, liderados por estrelas de alto nível europeu. Ao mesmo tempo, isenta a Noruega de cobrança imediata, algo raro numa Copa em que cada ponto altera cruzamentos decisivos.
Solbakken avalia poupar peças essenciais
Além do discurso de Haaland, o técnico Ståle Solbakken revelou a intenção de mexer no time. Após uma partida física contra o Senegal, vários jogadores terminaram com cãibras, acendendo o sinal de alerta no departamento médico. O comandante norueguês admitiu, publicamente, que gerir carga parece prudente para chegar inteiro ao mata-mata.
“Existia a possibilidade de os Vikings pouparem alguns jogadores para a última rodada, algo confirmado por Ståle Solbakken, treinador da equipe. O técnico deixou claro que o time está desgastado e precisa de mudanças, visando o controle de carga.”
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Substituir titulares pode significar abrir mão da disputa pela liderança. Contudo, Solbakken prefere preservar a condição física dos atletas a encarar o risco de lesões na etapa decisiva do campeonato.
Análise: a psicologia de tirar o foco
Ao projetar vitória francesa, Haaland remove a exigência de resultado imediato e alinha discurso com a filosofia de “jogar sem peso” — velha conhecida em torneios de seleções. O recurso costuma funcionar quando o elenco sente o acúmulo de expectativas ou quando a equipe pretende surpreender na estratégia tática.
No cenário atual, o movimento agrega dois efeitos: preserva jogadores-chave para as oitavas e devolve aos franceses a obrigação de confirmar a superioridade. Se der certo, a Noruega pode chegar descansada e ainda colher moral adicional em caso de resultado inesperado na sexta-feira.
O que você acha? Haaland foi sincero ou usou um truque psicológico para aliviar a pressão norueguesa? Para acompanhar mais temas do torneio, acesse nossa cobertura completa.


