Endrick com Matheus Cunha sinaliza mudança tática na Seleção

Seleção Brasileira — Em Miami, Carlo Ancelotti comandou um treino decisivo antes do confronto contra a Escócia e testou Endrick ao lado de Matheus Cunha, acenando com alterações que podem mexer na estrutura ofensiva do Brasil.

  • Em resumo: dupla Endrick-Cunha ganha força e pode estrear junta na Copa.
  • Luiz Henrique e Rayan foram avaliados na vaga de Raphinha, lesionado.

Ataque remodelado sob Ancelotti

De acordo com apuração do jornalista Cahê Mota, Ancelotti promoveu variações no setor ofensivo durante o trabalho de campo. Sem Raphinha, que só deve voltar em eventuais oitavas ou quartas de final, o técnico observou Luiz Henrique e Rayan pela ponta direita. No comando de ataque, Endrick apareceu ao lado de Matheus Cunha, formando uma dupla inédita que pode aumentar o poder de fogo já na fase de grupos.

O treinador estuda um desenho tático menos previsível, no qual Cunha faz o pivô e Endrick ataca o espaço. Caso a combinação se confirme no treino desta terça-feira (23), a partida de quarta-feira (24), às 19h, em Miami, marcará a estreia do Brasil com dois centroavantes desde o início — algo pouco usual nos ciclos recentes da seleção. O movimento atende também a uma tendência vista em outras potências que alinham dois atacantes móveis na agenda oficial da Fifa.

Defesa em observação e risco de suspensão

Melhores apps para assistir futebol ao vivo

As mudanças não ficaram restritas ao ataque. Na zaga, Léo Pereira trabalhou ao lado de Marquinhos, enquanto Éder Militão foi preservado. No meio-campo, a comissão técnica monitora a situação disciplinar: Casemiro e Douglas Santos estão pendurados com dois cartões amarelos e, caso recebam mais um, desfalcam o Brasil nas 16 avos de final.

Com o mata-mata no horizonte, Ancelotti avalia se mantém a dupla de volantes titular ou se poupa ao menos um deles para evitar problemas mais adiante. A definição deve vir no treinamento marcado para a tarde desta terça-feira, considerado interno e sem acesso total da imprensa.

Análise: aposta na juventude como trunfo

A opção de testar Endrick e observar Rayan reforça a leitura de que Ancelotti confia no protagonismo dos mais jovens para surpreender adversários que estudam o Brasil há semanas. A combinação de velocidade, mobilidade e fome de gols muda a dinâmica ofensiva e pode obrigar a Escócia a recuar linhas, abrindo espaço para infiltrações dos meias.

Ao mesmo tempo, colocar dois atletas pendurados em risco de suspensão revela a delicada gestão de elenco. O treinador precisa equilibrar a busca pela liderança do grupo com a integridade do projeto de longo prazo que inclui fases eliminatórias mais duras pela frente.

O que você acha? Endrick deve começar jogando ao lado de Matheus Cunha contra a Escócia? Para acompanhar mais notícias da amarelinha, acesse nossa cobertura completa.


Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.