Seleção Brasileira — A lesão de Raphinha abriu uma rara janela de oportunidade no ataque canarinho para o confronto contra a Escócia, em Miami, e Gabriel Martinelli corre por fora nessa disputa. Ainda que se apresente como coringa para Carlo Ancelotti, o atacante do Arsenal foi direto: sua zona de conforto é o lado esquerdo do gramado.
- Em resumo: Martinelli diz preferir a ponta esquerda, mas garante que executa a função de Raphinha se o treinador pedir.
- Atleta aponta diferenças táticas e clima quente dos EUA como fatores que mudam o ritmo de jogo.
Lesão de Raphinha reabre disputa na ponta direita
Raphinha não se recuperou a tempo da partida em solo norte-americano, e Ancelotti precisará de uma solução rápida. Martinelli lamentou a perda do companheiro, mas ressaltou a profundidade do elenco brasileiro. Segundo ele, versatilidade é a palavra de ordem para quem sonha em se firmar no time que tentará o hexa na próxima edição da Copa do Mundo.
O jogador lembra que, no Arsenal, teve de se reinventar quando o inglês Bukayo Saka se machucou, migrando naturalmente para a faixa direita. Experiência que pode pesar a favor nesta semana decisiva.
“A gente fica triste pelo que aconteceu com o Rafa. Tem muito jogador de qualidade. Prefiro jogar na esquerda, mas fiz muito no Arsenal atuar pelo lado direito”.
Com a declaração, Martinelli envia recado claro à comissão técnica: está disposto a sacrificar a preferência pessoal pelo bem coletivo, condição essencial para quem quer transformar minutos escassos em protagonismo definitivo.
Adaptação ao esquema de Ancelotti e ao clima de Miami
O atacante ressaltou que desempenho na direita ou na esquerda depende de parceiros e formação tática. No Brasil, o encaixe é diferente do que ocorre em Londres. A necessidade de sincronia com laterais, meias e até mesmo Neymar é fator determinante para que a troca de lado funcione.
“A Premier League é muito intensa. Mas, pelo clima aqui, está muito calor. O jogador não consegue imprimir o mesmo ritmo da liga em que joga”.
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O calor da Flórida, portanto, pode levar Ancelotti a exigir posse de bola mais cadenciada e menos transições aceleradas. Nesse cenário, a leitura de espaços e o compromisso defensivo que Martinelli oferece ganham peso extra.
Análise: versatilidade como trunfo estratégico
O discurso de Martinelli evidencia a busca de Ancelotti por atacantes multifuncionais, capazes de alternar posições conforme o adversário ou a circunstância da partida. A ausência de Raphinha vira laboratório para testar formações que aproveitem a movimentação de Neymar por dentro e as infiltrações de Vini Jr. pela esquerda, sem perder profundidade do lado oposto.
Se corresponder, Martinelli não apenas supre a lacuna imediata, mas também se credencia como peça valiosa na lista final do Mundial, disputando espaço com Antony, Rodrygo e companhia.
O que você acha? Martinelli deve ser o substituto imediato de Raphinha ou Ancelotti deveria testar outro nome? Para acompanhar mais notícias da amarelinha, acesse nossa cobertura completa.


