Ancelotti testa Neymar como falso 9 e revoluciona ataque do Brasil

Seleção Brasileira — Carlo Ancelotti decidiu redesenhar o ataque canarinho e iniciou ensaios que colocam Neymar como falso 9, abrindo novos corredores para Vinicius Júnior e o ponta pelo lado direito.

  • Em resumo: técnico quer Neymar centralizado, mas recuado, armando jogadas.
  • Camisa 10 volta de lesão contra a Escócia e Brasil precisa de vitória simples para avançar.

Plano tático privilegia criatividade de Neymar

De acordo com informações apuradas pelo UOL, Ancelotti pretende que o craque atue como “último homem” em termos de posicionamento inicial, mas com liberdade para recuar e organizar o jogo. A escolha tem lógica: o treinador enxerga Neymar mais cerebral do que explosivo neste estágio da carreira, qualidade que pode potencializar um time pensado para transições rápidas.

O italiano desenha o sistema ofensivo com Vini Jr. atacando o espaço aberto pela esquerda, enquanto o ponta direita — opção ainda em teste — rompe a última linha pelo lado oposto. Neymar, centralizado, receberá a bola entre as linhas e deverá acelerar a posse ou acionar os corredores. Como contrapartida, terá pouca responsabilidade de recomposição defensiva, característica típica do falso 9 moderno, reconhecida em estudos publicados pela FIFA nos ciclos recentes de Copa.

Ancelotti não cogita utilizar o camisa 10 pregado na ponta, posição que exigiria piques constantes. No Santos, antes da convocação, o jogador já vinha atuando como um clássico armador, o que reforçou a convicção do treinador.

Retorno após lesão anima comissão técnica

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Recuperado de uma lesão grau II na panturrilha sofrida em 17 de maio, contra o Coritiba, Neymar treinou integralmente com o grupo e foi liberado para enfrentar a Escócia. O duelo, válido pela última rodada da fase de grupos, ocorre nesta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami. A Seleção depende de um triunfo simples para confirmar a vaga na etapa eliminatória.

O departamento médico da CBF conduziu todo o tratamento, e o próprio Ancelotti garantiu “total disponibilidade” do atacante na coletiva de imprensa mais recente. Internamente, a comissão celebra o retorno não apenas pelo talento do jogador, mas também pela flexibilidade tática que seu novo posicionamento pode oferecer.

Uma exibição convincente diante dos escoceses colocaria a ideia do falso 9 sob holofotes e, de quebra, aliviaria a pressão por resultados imediatos na estreia de Ancelotti em Mundiais.

Análise: flexibilização ofensiva sob Ancelotti

Ao centralizar Neymar, Ancelotti amplifica a imprevisibilidade do ataque brasileiro. Com o craque atraindo zagueiros e laterais para a zona intermediária, Vinicius Júnior ganha metragem para explorar o um-contra-um em velocidade, característica que o consagrou na liga espanhola. Já o ponta direita terá o papel de aparecer nas costas da defesa, algo semelhante ao que o técnico implementou no Real Madrid com Benzema e Rodrygo.

Se o plano vingar, a Seleção pode reduzir a dependência de jogadas laterais previsíveis e ganhar uma alternativa de criação pelo centro, histórico ponto frágil em ciclos passados. O desafio estará em manter o equilíbrio defensivo, já que o falso 9 oferece pouca proteção na primeira pressão e exige meio-campistas fisicamente intensos para cobrir espaços.

O que você acha? Neymar rende mais como armador recuado ou deve continuar atuando próximo da área? Para acompanhar todos os bastidores da equipe, acesse nossa cobertura completa.


Carlos Silva começou escrevendo sobre futebol em fóruns e páginas online, acompanhando principalmente jogos do dia e notícias rápidas. Com o tempo, ganhou experiência cobrindo partidas e organizando informações de forma clara para quem quer saber rapidamente o que está acontecendo. Hoje, na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre horários de jogos, transmissões e atualizações do futebol, sempre com uma linguagem simples e direta.