Lionel Messi — Uma entrevista de Maxi López à CNN Brasil trouxe à tona episódios curiosos da adolescência do craque, quando ele ainda buscava espaço no Barcelona e dividia o cotidiano com colegas sul-americanos.
- Em resumo: Videogame e churrasco dominavam as noites do jovem Messi aos 16 anos em Barcelona.
- López aposta que o camisa 10 vai quebrar a marca de 16 gols nas Copas, transmitidas pela Record e pela Max.
Amizade sul-americana moldou a rotina do astro
Maxi López dividiu casa, treinos e momentos de lazer com Messi no início dos anos 2000. O ex-atacante lembra que a conexão entre argentinos e brasileiros no elenco do Barça ajudou o adolescente a se adaptar ao vestiário catalão. A informalidade das resenhas, reforçada por longas sessões de PlayStation e churrascos frequentes, contrasta com a imagem supercompetitiva que o mundo passou a associar ao camisa 10.
O relato também evidencia a importância de veteranos como Ronaldinho, Deco e Belletti, que, segundo López, aproximavam os sul-americanos e criavam um ambiente mais leve no clube. Em tempos de formação de caráter e técnica, a convivência com ídolos consagrados teria sido fundamental para a confiança de Messi, mostra o ex-companheiro. Detalhes assim ajudam a explicar por que, mesmo sob enorme pressão, o argentino manteve hábitos simples fora de campo, característica que ainda hoje o acompanha, segundo pessoas próximas.
“A gente jogava muito PlayStation, fazia churrasco. Eu morava com dois ou três amigos em Barcelona e ele era bem novo, tinha 16 anos, por aí. Eu estava com 20, e éramos dois dos mais jovens da equipe. Estávamos sempre juntos, compartilhando com a família, e os brasileiros Ronaldinho [Gaúcho], Deco, Belletti, Thiago Motta, estavam sempre com a gente. Gostávamos de estar com eles. Os sul-americanos todos juntos“.
A fala amplia o retrato de um Messi ainda anônimo no futebol mundial, mas já integrado a um núcleo que misturava juventude e experiência. Segundo especialistas da FIFA, contextos de acolhimento multicultural costumam acelerar o desenvolvimento de atletas estrangeiros, algo que ecoa nas palavras de López.
Recorde de gols na Copa vira combustível extra
Hoje consagrado, Messi desembarcou na Copa do Mundo 2026 com um hat-trick na estreia da Argentina, resultado que reforçou a expectativa de quebrar a histórica barreira de 16 gols no torneio. A façanha o deixaria isolado no topo da artilharia do Mundial e coroaria uma trajetória iniciada quase duas décadas atrás, quando o argentino ainda disputava espaço no time B do Barcelona.
“Eu acho que ele vai alcançar isso. Obviamente que o Mbappé está perto também, ele ainda tem mais um ou dois Mundiais, e vamos ver o que acontece. Mas o Messi vai ultrapassar essa marca de 16 gols. Esperamos que seja com a taça“.
Ao projetar a conquista, López lembra que o companheiro já superou Pelé em participações em gols de Copa. A combinação de gols e assistências, somada ao recente hat-trick transmitido pela Record e pela Max, sustenta a aposta de que o argentino escreverá mais um capítulo decisivo na história do torneio.
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