Doping por cannabis: suspensão de Dantas sacode o Novorizontino

Novorizontino — A luta do time pelo acesso ganhou contornos inesperados depois que o zagueiro Dantas, de apenas 21 anos, solicitou suspensão voluntária ao testar positivo para uma substância derivada da cannabis.

  • Em resumo: defensor não joga há mais de 40 dias e aguarda julgamento da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem.
  • Interesse de Santos, Internacional, Botafogo e Vasco fica em compasso de espera.

Suspensão voluntária enquanto julgamento avança

O exame antidoping que apontou uso de THC foi realizado após o duelo contra o Red Bull Bragantino, válido pelo Campeonato Paulista. Mesmo com o resultado, Dantas participou de outras 14 partidas até que o caso viesse a público, momento em que clube e atleta pediram o afastamento preventivo à ABCD.

A defesa do jogador alega utilização de medicamento para amenizar uma forte dor de dente dois dias antes da partida. Se o argumento de uso terapêutico for aceito, a punição pode cair para um mês; em caso contrário, a suspensão prevista é de três meses, conforme o código antidoping da CBF.

Como a suspensão voluntária começou em maio, mesmo a pena máxima terminaria em agosto, permitindo a Dantas retomar atividades antes da reta final da Série B.

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Em alta desde o ano passado, Dantas é visto como promessa no mercado interno. Santos, Internacional, Botafogo e Vasco já consultaram o Novorizontino sobre valores, mas a incerteza jurídica congela qualquer avanço. Agentes ligados ao atleta acreditam que a definição sairá a tempo de uma negociação ainda nesta janela, caso o tribunal confirme o caráter medicinal do uso.

Internamente, o Novorizontino evita falar em cifras, mas sabe que uma venda representaria fôlego financeiro crucial para sustentar o projeto de acesso. Por outro lado, perder o zagueiro agora, em meio à campanha, pode enfraquecer o sistema defensivo que é um dos pontos fortes da equipe.

Análise: impacto esportivo e reputacional

Embora a pena máxima para casos semelhantes seja relativamente curta, o imbróglio gera desgaste de imagem para o jogador e preocupação para o clube, que construiu reputação de gestão exemplar. A rápida adoção da suspensão voluntária revela estratégia para mitigar danos, mas também escancara como a política antidoping pode alterar o planejamento de um time que opera com folha salarial enxuta.

Para os interessados da Série A, a situação abre margem de negociação: se absolvido ou punido levemente, Dantas retorna valorizado; se o veredicto for mais duro, o risco jurídico tende a reduzir o preço, mas pode afastar pretendentes dispostos a investir a longo prazo.

O que você acha? A suspensão de até três meses é justa em casos de uso terapêutico de cannabis? Para acompanhar mais notícias da Segundona, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.