Seleção Brasileira — A delegação trabalha em Nova Jersey de olho no confronto com o Haiti, e os treinos revelam que Carlo Ancelotti planeja mexer na estrutura tática e em nomes de peso para a segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.
- Em resumo: técnico ensaia volta ao 4-2-4 com pelo menos duas trocas entre os titulares.
- Casemiro pode ser poupado após desgaste e cartão amarelo na estreia.
Esboço de time indica entradas de Danilo e Luiz Henrique
No campo do CT de Columbia Park, Ancelotti dividiu o elenco em duas formações e priorizou novamente um desenho com quatro atacantes, esquema que marcou boa parte das Eliminatórias sob seu comando. Danilo apareceu no lugar de Ibañez, conferindo experiência à zaga, enquanto Luiz Henrique ganhou minutos na vaga de Lucas Paquetá, aumentando a velocidade pelo lado direito.
O retorno ao 4-2-4 não é novidade absoluta: o treinador já havia recorrido ao modelo em amistosos preparatórios. Agora, o ajuste ganha ares de correção de rota depois do empate diante de Marrocos. A estratégia, segundo observadores, busca ampliar o poder de fogo contra um Haiti que tende a recuar. Nos bastidores, fala-se que a definição só será anunciada na véspera da partida, prática comum de Ancelotti para manter o grupo em alerta e estudar a recuperação física dos atletas. Para detalhes adicionais sobre programação de Mundial, a entidade máxima do futebol traz o calendário oficial.
Casemiro vira incógnita e Fabinho surge como opção
Outra frente de atenção está no meio-campo. Casemiro recebeu cartão na estreia e deixou o gramado no intervalo, sinal de que a comissão avalia o acúmulo de desgaste. Nos treinos, Fabinho se alinhou a Bruno Guimarães, formando uma dupla mais posicional. A mudança manteria o equilíbrio defensivo sem comprometer a saída de bola, mas abre debate sobre perda de liderança em campo, já que o volante do Manchester United foi titular em 12 das 13 partidas sob Ancelotti.
Na frente, Igor Thiago voltou a figurar entre os 11 e disputa posição com Matheus Cunha, enquanto Gabriel Magalhães e Raphinha seguem monitorados pelo departamento médico. O zagueiro trata um incômodo no adutor esquerdo, e o ponta faz curativo em bolhas decorrentes do duelo anterior. Caso estejam liberados, a tendência é que sigam na equipe principal.
Os trabalhos encerram-se com atividade leve antes do deslocamento para Filadélfia, palco do jogo desta sexta-feira, às 21h30. Além de ajustes técnicos, a preparação inclui sessões fechadas de bola parada, área em que a comissão considera o Haiti vulnerável.
E você? Acha que o 4-2-4 é a fórmula ideal para furar a retranca haitiana ou expõe demais a defesa? Para acompanhar todas as manchetes do Mundial, acesse nossa editoria de Copa do Mundo.


