River Plate — O gigante argentino optou por afastar Giuliano Galoppo do elenco principal enquanto busca uma venda definitiva, movimento que pode injetar dinheiro fresco no São Paulo, dono de metade dos direitos econômicos do jogador.
- Em resumo: Meia treina separado e está oficialmente à disposição do mercado.
- Tricolor paulista pode lucrar sem investir graças à manutenção de 50% dos direitos.
Meia perde espaço e treina à parte em Buenos Aires
A decisão do River Plate partiu após uma temporada de baixo rendimento: Galoppo disputou 14 jogos e balançou a rede apenas uma vez. Sem corresponder às expectativas, tornou-se alvo de críticas consistentes no Monumental de Núñez.
De acordo com o jornalista Jorge Nicola, a diretoria já comunicou ao atleta que ele ficará fora das atividades do elenco principal até que surja uma proposta satisfatória. A prioridade é negociar em definitivo, recorrendo ao empréstimo apenas como último recurso, conforme permite o regulamento de transferências da Conmebol.
A estratégia visa abrir espaço na folha salarial e recuperar parte do investimento feito no fim de 2025, quando a chegada do argentino envolveu troca de jogadores e altas expectativas.
São Paulo monitora possível lucro milionário
Mesmo sem contar mais com Galoppo no CT da Barra Funda, o São Paulo segue atento. Ao manter 50% dos direitos, o clube criou um colchão financeiro para o futuro. Agora, qualquer acordo fechado pelo River renderá metade do valor diretamente aos cofres tricolores.
Em 2022, o São Paulo pagou cerca de US$ 4 milhões (R$ 21,2 milhões à época) para tirar o meia do Banfield. A posterior transferência para o River ocorreu numa operação complexa que envolveu Enzo Díaz e Tapia, ambos então emprestados ao Tricolor.
Se os argentinos conseguirem uma venda superior ao investimento inicial, o lucro proporcional ao São Paulo pode ajudar na gestão da folha e em reforços para as próximas competições.
Análise: efeito dominó no mercado sul-americano
A postura do River expõe a dificuldade de integrar contratações que não entregam desempenho imediato. Ao afastar Galoppo, o clube sinaliza ao mercado que está disposto a negociar por valores acessíveis, pressionando possíveis interessados a agir rápido.
Para o São Paulo, a movimentação reabre a discussão sobre a política de manter porcentagens de atletas negociados. O modelo, antes criticado, mostra-se estratégico quando um grande da América do Sul precisa vender rápido — situação que costuma elevar o valor de mercado do jogador em negociações externas.
O que você acha? A saída de Galoppo será a injeção de caixa que o São Paulo precisa? Para acompanhar mais movimentações do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.


