Messi escapa do vermelho e divide ex-árbitros na Copa

Argentina — A vitória por 3 × 0 sobre a Argélia, na estreia da seleção sul-americana na Copa do Mundo, ficou em segundo plano depois que uma entrada de Lionel Messi, aos 30 minutos do primeiro tempo, acendeu um debate feroz sobre arbitragem nas transmissões da Globo e da ESPN.

  • Em resumo: Pisão de Messi em Mandi não rendeu cartão e gerou críticas imediatas.
  • Ex-árbitros brasileiros discordam sobre se o lance merecia amarelo ou expulsão direta.

Entrada de Messi inflama reclamação argelina

O pisão de Messi na panturrilha do zagueiro Mandi provocou protestos intensos dos jogadores da Argélia. O árbitro polonês Szymon Marciniak limitou-se a marcar falta, sem exibir cartões. A decisão foi mantida pelo VAR, em confronto que já tinha ampla audiência global, segundo dados da Federação Internacional de Futebol.

A ausência de punição imediata alimentou discussões nas cabines de transmissão e nas redes sociais. Para a torcida argelina, o capitão argentino recebeu tratamento diferenciado em um jogo que caminhava para a vitória dos atuais campeões do mundo.

“Messi deveria ter recebido cartão vermelho. Ele atinge com contato pleno a panturrilha do adversário com a trava da chuteira e dá até para perceber um pequeno entorse no pé do jogador da Argélia. Messi coloca em risco a integridade física do adversário e isso caracteriza ‘jogo brusco grave’ e expulsão. Já vimos muitos jogadores serem expulsos assim. Dá para dizer que o árbitro e o VAR pipocaram sim”.

O posicionamento firme da comentarista Renata Ruel, da ESPN, deu tom dramático ao pós-jogo e elevou a discussão a um patamar de questionamento sobre a consistência do protocolo de vídeo-arbitragem.

Ex-árbitros brasileiros divergem sobre a cor do cartão

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Nem todos, contudo, enxergaram a jogada como caso claro para expulsão. O ex-árbitro Carlos Eugênio Simon considerou que a falta se encaixa na categoria de imprudência, mas sem força excessiva suficiente para vermelho direto.

“O lance é para cartão amarelo, por não levar em conta a integridade física do adversário. Não é cartão vermelho porque não há uso de força excessiva. O árbitro apenas marcou a falta. O árbitro errou ao não apresentar o cartão amarelo para Messi”.

Na mesma linha, PC Oliveira, do Grupo Globo, também defendeu a advertência com amarelo, argumentando que a intensidade foi média e não justificaria a expulsão. As avaliações antagônicas expõem o grau de subjetividade que ainda paira sobre lances de contato, mesmo na era do VAR.

Análise: o reflexo da polêmica no debate sobre o VAR

O episódio envolvendo Messi reacende uma discussão recorrente: até que ponto a presença do árbitro de vídeo padroniza decisões? Apesar de protocolos claros, a interpretação individual ainda pesa, e divergências públicas entre ex-árbitros tornam evidente a falta de consenso. A repercussão é potencializada quando o protagonista da jogada é o astro mais midiático da competição.

Para a FIFA, a consistência do VAR é peça-chave na credibilidade do torneio. Quando analistas de renome divergem, a entidade se vê pressionada a reforçar diretrizes e comunicação para evitar a percepção de favorecimento, sobretudo em jogos envolvendo favoritos ao título.

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Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.