Seleção Brasileira — O empate sem gols diante de Marrocos na abertura da Copa do Mundo ganhou contornos de cobrança interna: o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, avaliou que Lucas Paquetá rendeu menos do que se esperava, enquanto Danilo saiu de campo elogiado pela solidez defensiva.
- Em resumo: Boto chamou a atuação de Paquetá de “abaixo do esperado”.
- Para o dirigente, Danilo segurou o lado forte de Marrocos e foi “positivo”.
Paquetá rende abaixo do esperado, aponta Boto
Em entrevista concedida ao jornal espanhol As, José Boto não poupou sinceridade ao analisar o meia revelado pelo Flamengo. Segundo o dirigente, a queda de rendimento não se restringiu a Paquetá, mas o camisa 8 acabou simbolizando a instabilidade brasileira no meio-campo. O diagnóstico ecoa críticas que já circulavam nas redes logo após o apito final.
O executivo entende que a oscilação vista em Tânger se deve também ao nível de organização marroquino, reconhecido pela entidade máxima do futebol mundial após a última Copa. Mesmo assim, o fato de Paquetá ser peça-chave no esquema de Carlo Ancelotti faz qualquer desempenho aquém do ideal ganhar mais destaque.
“Acho que o Paquetá, assim como quase toda a Seleção Brasileira, teve uma atuação um pouco abaixo do esperado. Danilo entrou bem na partida, pois conseguiu conter o lado esquerdo do Marrocos, que era muito perigoso, e impediu o ataque por aquele lado. Essas são duas atuações que, embora não tenham sido excepcionais, acabaram sendo positivas”.
A fala de Boto combina crítica e afago: ao mesmo tempo em que expõe a frustração com Paquetá, o dirigente valoriza a entrada de Danilo, fundamental para travar as ações ofensivas de Hakimi e Ziyech pelo setor.
Empate é considerado bom resultado pelo dirigente
Ao contrário de parte da torcida, Boto não viu o 0 a 0 como tropeço. Para ele, o ponto conquistado evidencia o equilíbrio de forças no Grupo C e preserva a confiança da equipe antes do duelo contra o Haiti, quando uma vitória pode reposicionar o Brasil na tabela.
“Gostei muito da seleção de Marrocos, por isso não me surpreende, e tampouco me surpreende que o Brasil tenha empatado. Não acho que seja um mal resultado, acho que é um bom resultado inclusive para o Brasil, e um bom resultado para Marrocos também. No fim, o resultado não me surpreende”.
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As palavras do dirigente reforçam a ideia de que o Brasil enfrentou um adversário em franca ascensão, semifinalista no último Mundial e cotado como candidato a surpresa novamente.
Análise: pressão sobre protagonistas cresce
A avaliação pública de um dirigente de clube sobre atletas da Seleção sinaliza que o nível de cobrança interna aumentou cedo nesta Copa. Paquetá, formado no Flamengo e titular com respaldo de Ancelotti, vira alvo principal de expectativa. Já Danilo, acionado apenas na etapa final, ganha moral e pode brigar por espaço entre os 11.
Dentro de um Grupo C que ainda reserva confronto direto com a Espanha, o equilíbrio citado por Boto amplia a responsabilidade individual de cada peça. Um novo desempenho “abaixo” de qualquer protagonista pode custar caro na classificação.
Para a sequência da Copa, a comissão técnica aposta em ajustes no meio-campo, e a partida contra o Haiti deverá indicar se Paquetá retoma o protagonismo ou se Danilo consolida a vaga. Acompanhe todos os detalhes na editoria dedicada ao Mundial em nossa cobertura completa.
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