Uruguai — Na estreia da Copa do Mundo, a Celeste empatou com a Arábia Saudita por 1 a 1 e viu Agustín Canobbio sofrer uma entrada duríssima de Al-Harbi que nem sequer foi revisada pelo VAR, gerando revolta nas redes sociais.
- Em resumo: Falta violenta não recebeu cartão nem chamada do vídeo, incendiando críticas à arbitragem.
- Mesmo com o arranhão visível, Canobbio seguiu em campo e participou do gol de empate uruguaio.
Lance violento viraliza e questiona arbitragem
O pisão de Al-Harbi deixou marcas na perna de Canobbio e viralizou minutos depois do apito final. Torcedores e analistas esportivos compartilharam o replay em câmera lenta, apontando que a sola atingiu a canela do atacante e, portanto, caberia ao árbitro consultar o VAR. O regulamento da Copa do Mundo determina que entradas com uso excessivo de força podem resultar em cartão vermelho direto, algo que não ocorreu.
A ausência de revisão levantou dúvidas sobre o protocolo adotado pela cabine de vídeo. Para muitos, o padrão tem sido inconsistente ao longo do torneio, o que coloca pressão adicional sobre a comissão de arbitragem.
“Estão assaltando o meu Canobbio”.
A frase, publicada no X (antigo Twitter), sintetiza o sentimento de parte da torcida: de que a Celeste foi prejudicada pela decisão — ou pela falta dela — em um momento crucial do jogo.
Celeste reage, e Canobbio mantém nível competitivo
Convocado por Marcelo Bielsa, o atacante entrou no segundo tempo para atuar aberto pelos flancos. Apesar da dor inicial, não foi substituído e terminou com uma finalização a gol, além de disputas físicas decisivas no campo ofensivo. No saldo tático, a troca por Darwin Núñez deu mais mobilidade ao Uruguai e culminou no gol que evitou a derrota.
“Assaltaram o Uruguai, foi muito pra vermelho no Canobbio”.
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Outra postagem que ganhou milhares de curtidas reforça como o episódio extrapolou o campo e virou pauta obrigatória em programas esportivos e fóruns online.
Análise: o critério de falta grave no VAR
Segundo o árbitro da partida, consultado na zona mista, o contato “não apresentou força desproporcional nem atingiu área sensível da perna”, justificativa que, na prática, delega ao VAR apenas lances considerados “claros e óbvios”. No entanto, as imagens mostraram a sola diretamente na canela, enquadrando-se no conceito de jogo brusco grave descrito pela FIFA.
A dualidade de interpretação — entre dano físico aparente e avaliação de intensidade — expõe como o protocolo ainda carece de uniformidade. Enquanto alguns jogos têm expulsões imediatas por choques semelhantes, outros, como este, ficam sem sequer revisão, alimentando a percepção de incoerência.
Próximos passos da Celeste
Agora, o Uruguai volta as atenções para o segundo duelo da fase de grupos: encara Cabo Verde no domingo (21), às 19h (horário de Brasília), em Miami. Bielsa sinalizou que Canobbio não será poupado, já que o departamento médico não detectou lesão grave.
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