Vasco — A negociação para vender 90% da SAF cruz-maltina ao empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, ganhou novos contornos após a presidente do Palmeiras ameaçar processar Luiz Eduardo Baptista, o Bap, por supostas acusações públicas.
- Em resumo: Leila promete ação judicial se o dirigente rubro-negro não provar insinuações sobre conflito de interesses.
- A venda da SAF pode redefinir o poder de investimento do Vasco e alterar o tabuleiro político entre os grandes do país.
Negócio bilionário põe rivais em colisão
A oferta liderada por Marcos Lamacchia reacendeu suspeitas de ingerência palmeirense no clube carioca. Bap, presidente do Flamengo, sinalizou ir à Justiça para barrar a operação, alegando possível conflito, já que Palmeiras e Vasco disputam as mesmas competições organizadas pela CBF.
Leila rebateu com veemência e vinculou a crítica rubro-negra ao cenário eleitoral do futebol paulista, insinuando que Bap deseja vê-la fora do comando alviverde.
“Já cansei de dizer que sou presidente do Palmeiras, o meu mandato vai até dezembro de 2027 e eu não tenho absolutamente nada a ver com o Vasco. Eu sei que o Bap não vê a hora de me ver fora do Palmeiras, mas para isso acontecer ele vai ter de esperar até dezembro de 2027.”
A fala reforça a disposição de Leila em separar seus interesses pessoais da possível compra comandada pelo enteado. Ao fixar o termo do próprio mandato, ela tenta blindar-se de questionamentos sobre influência direta na gestão vascaína.
Escalada de acusações e ameaça judicial
O tom subiu quando Leila expôs publicamente a intenção de processar Bap. Para a dirigente palmeirense, o colega flamenguista excedeu o debate esportivo ao fazer “insinuações falsas” que, segundo ela, atingem sua reputação e a do clube que preside.
“Só para deixar bem claro: se o presidente do Flamengo continuar fazendo insinuações e acusações falsas contra mim, eu, Leila Pereira, vou acioná-lo judicialmente para que ele prove o que está falando. Não aceito que ele siga me envolvendo em assuntos com os quais não tenho qualquer relação.”
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A investida jurídica torna a disputa mais complexa: além do embate societário, surge um potencial litígio pessoal entre dois dos dirigentes mais influentes do futebol brasileiro.
Análise: impasse que vai além do Vasco
Os protagonistas desta controvérsia comandam clubes com grande impacto político e financeiro. Ao questionar a operação, Bap tenta frear um concorrente direto que, sob nova gestão, poderia ampliar investimentos e ameaçar a hegemonia rubro-negra. Já Leila, ao defender a liberdade empresarial do enteado, preserva sua imagem de liderança forte e protege um projeto familiar de expansão no futebol.
Para o Vasco, o ruído externo pode retardar uma decisão estratégica. O clube precisa de aporte imediato para se reposicionar esportivamente, mas vê a discussão desviar o foco para disputas de bastidor que pouco interessam ao torcedor.
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