Memphis Depay chega à Copa do Mundo sob intensa observação, já que parte da imprensa e até ex-atletas da Holanda questionam se o atacante do Corinthians deve começar como titular na estreia diante do Japão, marcada para 17h (de Brasília).
- Em resumo: El Ghazi defende Depay no banco para poupá-lo até que recupere 100% da forma física.
- A discussão ganha corpo porque o camisa 10 soma 55 gols e 36 assistências pela seleção, mas ainda volta de lesão.
Ex-companheiro questiona titularidade de imediato
Anwar El Ghazi, antigo integrante da seleção holandesa e hoje no Al-Sailiya SC, concedeu entrevista ao De Telegraaf recomendando cautela ao técnico Ronald Koeman. Para o ex-atacante, lançar Depay diante dos japoneses poderia expor o jogador a críticas caso o rendimento não corresponda às expectativas. O argumento é de preservação física e psicológica, foco total no longo caminho do torneio.
Segundo El Ghazi, a comissão técnica deve considerar outras alternativas ofensivas até que o corintiano recupere o ritmo ideal de jogo. “Koeman protege o grupo se evita antecipar um retorno que ainda não se consolidou”, resumiu o ex-jogador, que vê mais vantagens estratégicas em poupar a principal referência do time já na partida inaugural, conforme destacou a programação oficial da Fifa.
“Se você o escalar como titular, mesmo que ele não esteja 100% em forma, como ficou claro contra a Argélia, já posso prever as reações. Isso só vai confirmar a imagem que todos os críticos têm de Depay. Como técnico da seleção, você não deve querer isso. Por isso, acho que Koeman deveria, na verdade, proteger Depay na primeira partida, contra o Japão”.
A fala ecoou rapidamente nos veículos esportivos europeus e reforçou a percepção de que o debate vai além do aspecto médico: trata-se também de blindar a reputação de um dos artilheiros históricos do país.
Desempenho expressivo x desconfiança interna
Embora o histórico recente de contusões mantenha um ponto de interrogação sobre sua resistência a 90 minutos de intensidade máxima, os números de Depay com a Oranje são incontestáveis. Aos 32 anos, ele já aparece entre os principais goleadores da história da equipe nacional, superando ídolos como Johan Cruyff em participações diretas para gol.
“As estatísticas dele na seleção são impressionantes, com 55 gols e 36 assistências. Acho que ele é subestimado pela imprensa e pelos torcedores. Na seleção holandesa, ele é o ponto de apoio ideal”.
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El Ghazi coloca o dedo na ferida ao comparar a produção ofensiva de Depay com a falta de reconhecimento dentro do próprio país. Para ele, a estrutura ofensiva da Holanda depende da mobilidade e da visão de jogo do corintiano — características que podem fazer falta se o atacante iniciar no banco ou atuar abaixo da capacidade.
Análise: gestão de risco físico na Copa
Os comentários de El Ghazi escancaram o dilema que toda comissão técnica enfrenta em grandes torneios: equilibrar urgência por resultado imediato e preservação do elenco para fases mais agudas. No caso holandês, a queda de rendimento recente de Depay, causada por lesão, amplia a preocupação. Escalá-lo sem plenitude pode sacrificar não só a abertura do grupo, mas também comprometer sua utilização em jogos decisivos mais adiante.
Por outro lado, poupar o principal criador de jogadas na estreia representa assumir risco tático, sobretudo diante de um Japão conhecido pela disciplina defensiva. Se Koeman optar por Brian Brobbey, como sugeriu o ex-companheiro, terá de alterar o modelo de ataque e, possivelmente, o entrosamento construído nos treinos.
O que você acha? Depay deve ser preservado ou começar jogando contra o Japão? Para acompanhar todas as notícias da competição, acesse nossa cobertura completa.


