Pepa volta a Portugal para comandar o Estrela da Amadora na elite

Estrela da Amadora — O clube lisboeta oficializou o português Pepa como seu novo treinador, reacendendo a carreira do técnico de 45 anos após experiências turbulentas no futebol brasileiro.

  • Em resumo: Pepa retorna à elite portuguesa com a missão de manter o Estrela longe da zona de rebaixamento.
  • O técnico estava sem clube havia mais de um ano, desde a saída do Sport Recife.

Trajetória recente do treinador

Depois de iniciar 2023 como aposta do Cruzeiro, Pepa deixou Belo Horizonte com apenas 38% de aproveitamento em 25 jogos, resultado que frustrou a torcida que esperava uma arrancada na Série A. A passagem ficou marcada por apenas sete vitórias e um discurso otimista que não se concretizou em campo.

Pouco depois da demissão, o lusitano migrou para o Al-Ahli, do Catar, numa experiência relâmpago que durou menos de um ano. No retorno ao Brasil, aceitou o comando do Sport Recife, onde enfim conquistou seu primeiro troféu, o Campeonato Pernambucano, mas voltou a sofrer com resultados inconsistentes no Brasileirão e perdeu o cargo ainda no primeiro turno.

Sem clube desde então, Pepa manteve-se estudando o mercado europeu à espera de uma oportunidade para voltar ao país natal. O convite do Estrela tornou-se atraente pelo projeto de consolidação na primeira divisão, conforme noticiou o site oficial da UEFA.

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Fundado em 1932, o Estrela da Amadora escapou do rebaixamento na temporada passada e quer transformar essa permanência em algo mais sólido. O clube aposta em jovens revelados nas categorias de base e em contratações pontuais de baixo custo, cenário que exige do treinador capacidade de extração máxima do elenco.

Pepa chega com contrato até o fim de 2024 e terá pré-temporada curta antes do início oficial da Primeira Liga. A diretoria vê no perfil do técnico — carismático, comunicativo e adepto de posse de bola — uma chance de seduzir a torcida e oxigenar o ambiente interno.

Além de ajustar o sistema defensivo, setor mais vulnerável na última campanha, o português quer potencializar a transição ofensiva usando laterais agudos, estratégia que aplicou em Minas Gerais. A expectativa é que três reforços sejam anunciados ainda nesta janela para moldar o plantel ao seu estilo.

O calendário, no entanto, impõe obstáculos: logo nas primeiras rodadas, o Estrela enfrentará tradicionais candidatos a vagas europeias, o que pode colocar pressão imediata sobre o comando técnico. Pepa reconhece o desafio, mas vê na sequência inicial uma “oportunidade para medir forças e ganhar moral”, conforme declarou durante a apresentação oficial publicada pelo clube.

Para o torcedor brasileiro, a trajetória do treinador serve quase como reencontro. Sua curta permanência na Raposa e no Leão rendeu memórias contrastantes — do otimismo de brigar por títulos à frustração de campanhas irregulares. Agora, de volta à terra natal, ele terá a chance de provar que amadureceu.

Não é incomum que técnicos lusos usem passagens por mercados emergentes como laboratório antes de fincar pé definitivamente na Europa. A história recente de Jorge Jesus, Abel Ferreira e Vítor Pereira exemplifica esse trajeto de idas e vindas, reforçando a ideia de que experiências no Brasil podem acelerar aprendizados táticos e de gestão de vestiário.

O contexto do Estrela, entretanto, é distinto: o orçamento modesto obriga o treinador a ser criativo, explorando atletas sub-23 e oportunizando empréstimos vindos de gigantes nacionais. A sinergia entre comissão e diretoria será fundamental para que o planejamento não se perca com resultados imediatos.

Internamente, o clube estabeleceu a meta de atingir pelo menos 40 pontos — marca que historicamente garante permanência — e, se possível, flertar com a metade superior da tabela. Missão árdua, mas considerada viável se a equipe repetir o ímpeto competitivo mostrado no fim da temporada passada.

Na avaliação de parte da imprensa lusitana, o sucesso ou fracasso de Pepa poderá impactar até mesmo o mercado de técnicos portugueses no exterior. Um desempenho sólido fortaleceria a percepção de que o treinador soube absorver as lições do período brasileiro e amadurecer taticamente.

O que você acha? Pepa conseguirá transformar o Estrela da Amadora em sensação da Primeira Liga ou voltará a decepcionar? Para acompanhar mais histórias do futebol europeu, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.