Seleção Brasileira — A estreia verde-amarela na Copa do Mundo, marcada para sábado (13) às 19h, ganhou tom de alerta depois de Achraf Hakimi declarar que o confronto com o Marrocos será “totalmente equilibrado”.
- Em resumo: Lateral do PSG afirma que Brasil não é favorito na primeira rodada do grupo.
- Jogador também destaca a preparação para encarar Vinícius Júnior no lado do campo.
Hakimi vê equilíbrio e descarta rótulo de zebra
Durante coletiva em East Rutherford, o camisa 2 marroquino fez questão de cortar qualquer clima de superioridade brasileira. Para ele, torneio curto não permite apostas seguras e cada detalhe pode mudar o destino de uma partida. O posicionamento ecoa a boa fase recente do futebol africano, que chega confiante ao Mundial e, segundo dados oficiais da FIFA, jamais esteve tão representado.
A fala também cumpre papel psicológico: afasta pressão da equipe norte-africana e, ao mesmo tempo, lança os holofotes sobre o elenco dirigido por Carlo Ancelotti.
“Numa Copa do Mundo não existe favoritismo. Sabemos a qualidade das seleções, é um jogo equilibrado. Vamos ver o que acontece em campo. Espero que aproveitemos nossas chances, estejamos em um bom dia. Mas não creio que exista favorito nessa partida“
Ao insistir na ausência de favorito, Hakimi reforça a narrativa de que, mesmo diante de cinco títulos mundiais do adversário, o Marrocos chega confiante para surpreender. A mensagem é clara: a camisa pesa, mas não decide sozinha.
Foco no duelo com Vinícius Júnior
Se o aspecto coletivo já motiva análise, o embate individual promete chamar atenção. Hakimi e Vinícius Júnior são velhos conhecidos de duelos entre PSG e Real Madrid. O marroquino reconhece a capacidade de explosão do brasileiro, mas lembra que o estudo tático para neutralizá-lo foi parte central da preparação na última semana.
“Sabemos a qualidade do Vinicius, joguei contra ele algumas vezes. É um grande jogador, mas o Brasil tem outros grandes jogadores também. Treinamos para enfrentá-los, estamos prontos e, eu pessoalmente, estou confiante que faremos um bom jogo”
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A declaração indica que o plano defensivo marroquino não se limitará a dobrar a marcação em cima do camisa 7. A intenção é conter o setor inteiro, obrigando o Brasil a buscar alternativas no meio-campo.
Análise: discurso estratégico para reduzir pressão
As falas de Hakimi se encaixam em um manual não escrito de grandes competições: transferir o favoritismo ao oponente. Ao negar a vantagem brasileira, o lateral remove o peso das expectativas sobre seu próprio elenco. Consequentemente, qualquer resultado positivo ganha dimensão histórica, enquanto um tropeço se torna compreensível diante do gigante sul-americano.
Para a Seleção Brasileira, o cenário exige atenção redobrada. Um início titubeante pode alimentar a confiança marroquina e acender críticas precoces no ambiente interno. Ancelotti precisará de equilíbrio emocional tanto quanto de talento em campo para não entrar na armadilha psicológica armada pelo camisa 2 rival.
O que você acha? O discurso de Hakimi realmente nivela as forças ou apenas coloca mais pressão sobre o Brasil? Para acompanhar tudo sobre o Mundial, acesse nossa cobertura completa.


