Marrocos — A seleção africana perdeu dois titulares por lesão às vésperas do confronto com o Brasil, válido pela estreia do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
- Em resumo: Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli foram cortados e não jogam contra a Seleção Brasileira.
- Substituições de última hora mexem na defesa e no ataque marroquinos, alterando o plano de jogo.
Lesões viram dor de cabeça para Ouahbi
O técnico Mohamed Ouahbi viu seu planejamento ruir quando exames confirmaram a gravidade das lesões de dois de seus homens de confiança. O zagueiro Nayef Aguerd, de 30 anos, não se recuperou a tempo de uma cirurgia na virilha e de uma fratura no osso púbico, enquanto o atacante Abde Ezzalzouli, destaque recente da equipe, sofreu entorse moderada no ligamento colateral medial do joelho direito durante amistoso contra a Noruega.
Com a decisão médica sacramentada, Marwane Saadane, do Al Fateh, e Amine Sbai, do Angers, foram chamados às pressas. A troca às vésperas do Mundial impõe um teste extra a um elenco que ganhou projeção internacional depois de chegar à semifinal de 2022, feito inédito para seleções africanas. A situação, detalhada pelo diário espanhol, reforça a urgência de ajustes no setor tático antes do apito inicial da competição organizada pela FIFA.
Aguerd era considerado pilar defensivo e referência de liderança no vestiário, enquanto Abde redefiniu o ataque marroquino nas últimas convocações, registrando assistência no amistoso que terminou 1 a 1 contra os noruegueses. Sem eles, Ouahbi perde equilíbrio entre solidez atrás e criatividade na frente, algo que vinha sustentando o otimismo popular em Rabat.
Brasil mantém rotina e observa rival fragilizado
Do lado brasileiro, a preparação segue estável. Carlo Ancelotti ensaiou formação com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Raphinha e Vinicius Júnior. A ausência de alterações no time canarinho contrasta com a turbulência marroquina.
Brasil e Marrocos abrem o Grupo C no Estádio de Nova Jersey, neste sábado (13). A partida inaugura a caminhada de ambas as seleções na edição de 2026, marcada pelo retorno da Copa à América do Norte. Para Marrocos, o desafio vai além do resultado: trata-se de mostrar que a equipe continua competitiva mesmo sem duas de suas principais peças.
Análise: impacto estratégico das baixas
A saída simultânea de um zagueiro titular e de um atacante em boa fase fragmenta a espinha dorsal da equipe africana. A defesa perde entrosamento e autoridade, sobretudo na bola aérea, setor em que Aguerd se notabilizou. Já no ataque, a ausência de Abde enfraquece o lado direito, abrindo espaço para o Brasil explorar sobrecarga naquele corredor.
A comissão técnica marroquina terá de optar entre manter o esquema habitual — correndo risco de sobrecarregar novos nomes sem ritmo — ou mudar a estrutura tática, possivelmente passando para linha de cinco atrás ou reforçando o meio-campo. Qualquer que seja a escolha, o tempo de treino até 13 de junho é diminuto, o que amplia o favoritismo brasileiro na estreia.
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